domingo, 31 de maio de 2009

Homem ainda é principal algoz desses animais

As atividades humanas continuam prejudicando a sobrevivência das populações de tartarugas marinhas. Trânsito de veículos na praia e iluminação artifical estão entre os motivos para a morte de filhotes no litoral brasileiro.

“Casas ou hotéis na beira da praia precisam entrar com pedido de anuência no Centro Tamar para serem contruídos. Negociamos a mudança de coisas que coloquem em risco os filhotes. Cadeiras deixadas na praia podem atrapalhar as fêmeas quando elas vêm desovar, iluminação artificial desvia o caminho dos filhotes em direção ao mar. Sugerimos a troca do tipo de iluminação, retirada das cadeiras à noite, dentre outras soluções”, explica Eduardo Saliés, executor de base do Projeto Tamar em Arembepe.

É importante também que os banhistas não retirem estacas colocadas pelo Projeto Tamar nas praias. Elas sinalizam onde estão os ninhos e servem para manter um controle da sobrevivência dos filhotes. “Tem gente que pega as estacas para fazer trave de futebol”, diz Eduardo.

Origem – As tartarugas marinhas são animais pré-históricos, cuja forma pouco mudou desde seu surgimento, há milhões de anos. o casco duro compõe seu esqueleto, formado de escamas e estrutura óssea. Costumam viver uma média de 80 anos, mas elas demoram cerca de 30 anos para entrar na idade reprodutiva.

Informações sobre o projeto:
www.tamar.org.br

sábado, 30 de maio de 2009

Os animais sonham?

Você alguma vez já percebeu que seu cachorro ou gato se mexe enquanto dorme, ou emite sons durante o sono? Pois saiba que o bichinho pode estar sonhando. "O sonho de um gato ou cachorro pode ser influenciado pelo ambiente em que ele convive. Se o animal vive em um ambiente barulhento e onde ele não recebe atenção, poderá dormir pouco, se tornando estressado e solitário", avisa a psicobióloga Silvia Helena Cardoso.

Por outro lado, os bichos que vivem em um ambiente tranqüilo e recebem carinho e atenção tendem a ter o sono mais tranqüilo. De acordo com Silvia, as afirmações levam em conta registros de exames feitos em diversos animais.

Conforme a especialista, é importante ainda respeitar os animais durante o descanso e deixar que eles durmam tranqüilamente. "O momento em que o sono é mais profundo, conhecido como REM, é necessário para o equilíbrio e bem-estar dos bichos", salienta. Ela ressalta que estudos mostram que o sono REM só se apresenta em aves e mamíferos, ou seja, animais de sangue quente. Entre eles estão ratos, gatos, cães, macacos e elefantes. "Experimentos com animais como répteis, por exemplo, não apresentaram indícios de sono REM", destaca Silvia.

Já o Massachusetts Institute of Technology (MIT) publicou um estudo no qual se tentou investigar o conteúdo dos sonhos dos animais. Analisando os padrões cerebrais de ratos em estado de alerta e depois quando os bichos estão dormindo, os cientistas do MIT conseguiram criar uma base de comparação de dados. Conforme o experimento, realizado em 2001, foi possível identificar que os ratos sonham com atividades ligadas à rotina do dia-a-dia como, por exemplo, correr em um labirinto, ou então com comida.

Conforme a pesquisadora Silvia, a quantidade de sono nos animais é inversamente relacionada ao grau pelo qual as espécies devem lidar com o perigo predatório, ou seja, as espécies vulneráveis a predadores tendem a dormir menos. "Alguns animais grandes como elefantes, vacas e cavalos também dormem pouco, pois gastam grande quantidade de tempo fazendo estocagem de alimentos", explica.

Fonte: Terra

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A zebra é branca com listras pretas ou o contrário?

O biólogo Guilherme Domenichelli, da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, confirma que as zebras são realmente brancas com listras pretas, e não o contrário. "Observando-se a zebra de grevy (Eqqus grevyi) é possível confirmar esta hipótese, pois barriga do animal é toda branca, com as estreitas listras pretas cobrindo o resto do corpo", explicou.

Segundo ele, os exemplares da espécie não são iguais e cada uma tem o seu padrão diferente de listras, similares às digitais dos seres humanos, às pintas das girafas ou às listras dos tigres. Além de ter uma crina curta e ereta, também possuem sentidos como visão, audição e paladar bastante desenvolvidos.

As listras das zebras também funcionam como uma excelente adaptação para camuflagem quando elas andam em grupo, dificultando a visão do seu principal predador, o leão.

"Assim que percebem a presença do predador, elas correm em grupo de um lado para o outro, fazendo com que o leão, que enxerga em preto e branco, não consiga determinar a sua posição, sem saber onde começa ou termina uma zebra. Em razão disso, normalmente eles acabam errando o bote por não identificar o animal que irá atacar", informou.

Para o biólogo, assim como o cavalo, seu parente próximo, a zebra é muito ágil, o que lhe facilita a fuga do seu predador, que precisa atacar direto em seu pescoço para imobilizá-la. "No contato com outros animais ou pessoas, elas são bem selvagens, podendo até morder ou dar coices, mas a primeira reação é fugir".
Harém

De acordo com Domenichelli, algumas espécies, como a já citada zebra de grevy, não ficam em grupos sociais permanentes, e os machos vivem geralmente sozinhos em um grande território, cuidando de até dez fêmeas e acasalando com todas elas. "Se outro macho entra no grupo, ele só não é expulso ou atacado se não concorrer com o líder", destacou.

Fonte: Terra

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Rio prepara lista de espécies nativas para substituir animais e plantas invasores

Estado firma pacto com oito prefeituras para recuperação da mata nativa. Secretaria do Ambiente vai estudar como controlar espécies invasoras.


O mico estrela pode ser considerado uma espécie invasora: competição com espécies locais (Foto: Divulgação/Secretaria estadual do Ambiente)

Depois de analisar a lista com 226 espécies animais e plantas invasores e exóticos que estão destruindo a flora e a fauna do estado, e de promover uma série de ações para conter o crescimento dessas espécies, a Secretaria estadual do Ambiente vai preparar uma "lista verde", que vai relacionar as plantas e animais nativos para substituir as espécies de fora.

“Vamos estudar a lista e promover programas para a retirada das espécies invasoras que estão degradando nosso ambiente. A intenção não é sair por aí matando micos ou derrubando jaqueiras. O que a gente quer é controlar o crescimento dessas espécies para que elas não se transformem numa praga”, disse a secretária do Ambiente Marilene Ramos.

Segundo a coordenadora da pesquisa, a bióloga Helena de Godoy Bergallo, o objetivo da “lista verde” será estimular e incentivar o cultivo e a criação de espécies nativas, como, como aroeira, jacarandá, ipê, paineira e pau-brasil.

“As plantas e os animais não conhecem os limites geográficos e, por não terem predadores ou parasitas naturais, estão acabando com as espécies nativas, levando algumas à extinção. É claro que as pessoas vão poder continuar plantando uma mangueira no seu quintal. Mas se puderem substituir por um ipê, tanto melhor”, disse a coordenadora da pesquisa.

A lista das espécies invasoras e exóticas preparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e o Instituto Biomas foi entregue oficialmente nesta quarta-feira (27) à secretária do Ambiente, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, no evento que celebrou o Dia Nacional da Mata Atlântica. No evento também foi firmado um pacto para a recuperação da Mata Atlântica e lançado um livro com estratégias para a conservação da biodiversidade fluminense.

Pacto pela Mata Atlântica

O pacto de restauração da Mata Atlântica foi firmado entre o governo do Estado, entidades de pesquisas, ONGs, universidades e oito prefeituras: Paracambi, Pati do Alferes, Engenheiro Paulo de Frontin, Macaé, Teresópolis, Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Varre-Sai. Segundo Marilene Ramos, trata-se da internalização no Rio do pacto firmado há cerca de um mês entre seis estados e o governo federal.

“A meta é recuperar 15 milhões de hectares em todo o Brasil, até 2050. Cabe ao Rio recuperar um milhão de hectares. O objetivo é promover um trabalho integrado em todo o estado. Vamos aproveitar programas que já estão em andamento como o ICMS ecológico, que deve arrecadar até 2011 cerca de R$ 100 milhões, que serão destinados às ações ambientais”, disse Marilene.

Segundo a secretária, atualmente o Estado tem 178 mil hectares de mata preservada. Como uma série de ações ambientais que já estão sendo desenvolvidas, ela acredita que até 2010, o Rio possa contabilizar 200 mil hectares restaurados de Mata Atlântica.

O secretário de Meio Ambiente de Teresópolis, na Região Serrana, Flávio Castro, disse que o pacto vai impulsionar ainda mais os programas de restauração do bioma na cidade.

“Nos próximos quatro anos, temos como meta recuperar mil hectares de mata nativa, com programas de erradicação de ocupação irregular de encostas e política de reassentamento dessas famílias. Com o pacto, podemos ampliar nossos projetos”, afirmou Castro.

Guia para a preservação

Para dar incentivo ao pacto, Marilene disse que todos deverão se valer das informações do livro “Estratégias e ações de conservação da biodiversidade no estado do Rio de Janeiro”, feito por pesquisadores da Uerj e do Instituto Biomas, em parceria com a Embrapa, Ceperj e Instituto BioAtlântica.

“Esse livro será como um guia que vai nos ajudar a conhecer e nortear as ações de recuperação da Mata Atlântica da maneira mais técnica e precisa”, concluiu Marilene.

Fonte: G1

terça-feira, 26 de maio de 2009

Britânico é condenado por deixar cachorro engordar

Réu corre risco de ser sentenciado a seis meses de prisão; cão estava 15 kg acima do peso.

- O britânico Ronald West, de 62 anos de idade, foi considerado culpado sob o Ato de Bem Estar dos Animais por deixar seu cachorro - um cão pastor - engordar.

Taz estava pesando 40kg, 15 a mais do que seu peso ideal, quando foi encontrado por funcionárias do departamento de bem estar dos animais do governo local de Brighton e Hove.

West ainda foi acusado de manter o cão Taz, de cinco anos de idade, em um apartamento imundo, com fezes em vários quartos, e por não exercitá-lo o suficiente.

A corte de Brighton e Hove ainda não determinou a sentença de West, que pode chegar a uma multa de 5 mil libras (cerca de R$ 16 mil) ou seis meses de prisão. Ele ainda pode ser proibido de manter outro animal.

Fezes

As funcionárias do serviço de bem-estar animal visitaram o apartamento de West no início do ano, quando encontraram pilhas de fezes do animal no chão de todos os cômodos.

Segundo as funcionárias, algumas pareciam estar lá há meses. O cachorro também estava obeso e apresentava unhas longas, um sinal de que ele não se exercitava regularmente.

Na ocasião, as funcionárias aconselharam West a levar o cão a um veterinário para pedir conselhos sobre uma dieta adequada, e ordenaram que ele limpasse o apartamento e levasse Taz para se exercitar com mais frequência.

Em outras duas visitas posteriores, no entanto, o governo local considerou a situação ainda pior, e em março passado Taz foi levado para um canil público.

West, que não compareceu ao julgamento nesta semana, afirma que esteve doente durante os meses do inverno e por isso não conseguiu limpar o apartamento.

Ele disse também que dava apenas uma lata de comida para o cão, diariamente, mas que ele e os amigos davam "guloseimas" constantemente para o animal.

Ele afirmou amar o cão e disse que jamais prejudicaria o animal conscientemente.

Desde que foi levado para o canil do governo local, Taz já perdeu sete quilos e estaria se recuperando bem, segundo as autoridades.

"Esperamos que este caso faça as pessoas pensarem duas vezes antes de decidir ter um cachorro. Todos os cães, mas particularmente pastores como Taz, precisam de uma dieta saudável e exercícios", disse o parlamentar local Geoffrey Theobald, secretário local para o meio ambiente.

"Manter um cão de grande porte dentro de casa, em um espaço pequeno, e alimentá-lo em excesso é uma forma de crueldade", completou. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte :BBC Brasil

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Suspeito de matar 58 animais com crueldade é preso na Alemanha

Polícia de Dortmund havia criado força-tarefa para investigar assassinatos em série iniciados no ano passado.

- A polícia de Dortmund, no oeste da Alemanha, prendeu na madrugada desta sexta-feira um rapaz de 26 anos suspeito de matar pelo menos 58 animais, tendo invadido 23 criadouros da região em torno da cidade nos últimos 16 meses.

Desde o começo do ano passado, uma série de criadouros, principalmente de coelhos, vinha sendo assaltada de madrugada. O criminoso roubava vários animais e deixava outros sem cabeça. Frequentemente, o sangue também era drenado dos bichos.

A série de crimes, com requintes de crueldade, vinha assustando a região de Dortmund e fez com que a polícia criasse uma força-tarefa especial para investigar o caso.

A polícia investigou os torsos dos animais na tentativa de encontrar traços de DNA e os policiais chegaram a entrevistar mais de 300 pessoas sobre os casos. Os policiais temiam que o responsável pelo ataque contra os animais pudesse começar a atacar pessoas.Até mesmo uma possível ligação com a prática ritos satânicos vinha sendo cogitada pelos investigadores, devido às características brutais dos crimes.

O suspeito recebeu voz de prisão quando entrava em casa com duas caixas contendo 11 porquinhos da Índia roubados.

Na residência do suspeito, a polícia encontrou diversos animais vivos e mortos. Devido ao estado e ao cheiro de putrefação do apartamento, bombeiros tiveram que desinfetar o local vestindo máscaras e roupas especiais.

A mãe e a irmã do suspeito, que moravam com o rapaz, foram levadas a um hospital para fazer exames de saúde. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: BBC Brasil

domingo, 24 de maio de 2009

Homem é flagrado jogando cão para o mar

Polícia foi chamada para investigar o ato. Caso aconteceu em litoral inglês.

Um homem é flagrado jogando um de seus dois cães no mar em Hove, em East Sussex, na Inglaterra. (Foto: Reprodução/Daily Mail)

A pessoa que tirou as fotos preferiu se manter no anonimato, mas avisou as autoridades locais, que vão tentar descobrir quem foi o autor do ato. (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Após jogar o cão no mar, o homem puxou o mesmo pelo pescoço e orelhas. “Temos que investigar o ato para saber se o homem estava brincando com os bichos e ver se os bichos se divertem dessa maneira”, afirmou uma fonte oficial para o jornal 'Daily Mail' (Foto: Reprodução/Daily Mail)