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domingo, 21 de junho de 2009

Novas espécies de animais são descobertas no Equador

CamaleãoA maior espécie descoberta na expedição da ONG Consevação Internacional foi este lagarto. O gênero 'Enyalioides' é considerado parte de uma das mais antigas famílias de lagartos.


GafanhotoEsta espécie de gafanhoto é capaz de se camuflar e produz um som inaudível para os humanos.


Sapo-ponta-de-flecha Uma expedição na Cordilheira do Condor, no Equador, descobriu novas espécies de animais, como este sapo-ponta-de-flecha, do gênero 'Dendrobates', venenoso.



'Mystron'
O gafanhoto do gênero 'Mystron' foi considerado uma nova descoberta por causa de sua aparência e pelo ruído do macho, que consiste em uma série de longos garganteios.


Salamandra
Esta espécie de salamandra tem hábitos noturnos e vive em florestas em altitudes abaixo dos 1000m.


Perereca-de-vidro
Apesar de não ser nova para os cientistas, a perereca-de-vidro é considerada uma espécie em vias de extinção, e também foi encontrada na bacia do rio Nangaritza, no Equador.

Fonte: MSN

domingo, 31 de maio de 2009

Homem ainda é principal algoz desses animais

As atividades humanas continuam prejudicando a sobrevivência das populações de tartarugas marinhas. Trânsito de veículos na praia e iluminação artifical estão entre os motivos para a morte de filhotes no litoral brasileiro.

“Casas ou hotéis na beira da praia precisam entrar com pedido de anuência no Centro Tamar para serem contruídos. Negociamos a mudança de coisas que coloquem em risco os filhotes. Cadeiras deixadas na praia podem atrapalhar as fêmeas quando elas vêm desovar, iluminação artificial desvia o caminho dos filhotes em direção ao mar. Sugerimos a troca do tipo de iluminação, retirada das cadeiras à noite, dentre outras soluções”, explica Eduardo Saliés, executor de base do Projeto Tamar em Arembepe.

É importante também que os banhistas não retirem estacas colocadas pelo Projeto Tamar nas praias. Elas sinalizam onde estão os ninhos e servem para manter um controle da sobrevivência dos filhotes. “Tem gente que pega as estacas para fazer trave de futebol”, diz Eduardo.

Origem – As tartarugas marinhas são animais pré-históricos, cuja forma pouco mudou desde seu surgimento, há milhões de anos. o casco duro compõe seu esqueleto, formado de escamas e estrutura óssea. Costumam viver uma média de 80 anos, mas elas demoram cerca de 30 anos para entrar na idade reprodutiva.

Informações sobre o projeto:
www.tamar.org.br

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Rio prepara lista de espécies nativas para substituir animais e plantas invasores

Estado firma pacto com oito prefeituras para recuperação da mata nativa. Secretaria do Ambiente vai estudar como controlar espécies invasoras.


O mico estrela pode ser considerado uma espécie invasora: competição com espécies locais (Foto: Divulgação/Secretaria estadual do Ambiente)

Depois de analisar a lista com 226 espécies animais e plantas invasores e exóticos que estão destruindo a flora e a fauna do estado, e de promover uma série de ações para conter o crescimento dessas espécies, a Secretaria estadual do Ambiente vai preparar uma "lista verde", que vai relacionar as plantas e animais nativos para substituir as espécies de fora.

“Vamos estudar a lista e promover programas para a retirada das espécies invasoras que estão degradando nosso ambiente. A intenção não é sair por aí matando micos ou derrubando jaqueiras. O que a gente quer é controlar o crescimento dessas espécies para que elas não se transformem numa praga”, disse a secretária do Ambiente Marilene Ramos.

Segundo a coordenadora da pesquisa, a bióloga Helena de Godoy Bergallo, o objetivo da “lista verde” será estimular e incentivar o cultivo e a criação de espécies nativas, como, como aroeira, jacarandá, ipê, paineira e pau-brasil.

“As plantas e os animais não conhecem os limites geográficos e, por não terem predadores ou parasitas naturais, estão acabando com as espécies nativas, levando algumas à extinção. É claro que as pessoas vão poder continuar plantando uma mangueira no seu quintal. Mas se puderem substituir por um ipê, tanto melhor”, disse a coordenadora da pesquisa.

A lista das espécies invasoras e exóticas preparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e o Instituto Biomas foi entregue oficialmente nesta quarta-feira (27) à secretária do Ambiente, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, no evento que celebrou o Dia Nacional da Mata Atlântica. No evento também foi firmado um pacto para a recuperação da Mata Atlântica e lançado um livro com estratégias para a conservação da biodiversidade fluminense.

Pacto pela Mata Atlântica

O pacto de restauração da Mata Atlântica foi firmado entre o governo do Estado, entidades de pesquisas, ONGs, universidades e oito prefeituras: Paracambi, Pati do Alferes, Engenheiro Paulo de Frontin, Macaé, Teresópolis, Petrópolis, Cachoeiras de Macacu e Varre-Sai. Segundo Marilene Ramos, trata-se da internalização no Rio do pacto firmado há cerca de um mês entre seis estados e o governo federal.

“A meta é recuperar 15 milhões de hectares em todo o Brasil, até 2050. Cabe ao Rio recuperar um milhão de hectares. O objetivo é promover um trabalho integrado em todo o estado. Vamos aproveitar programas que já estão em andamento como o ICMS ecológico, que deve arrecadar até 2011 cerca de R$ 100 milhões, que serão destinados às ações ambientais”, disse Marilene.

Segundo a secretária, atualmente o Estado tem 178 mil hectares de mata preservada. Como uma série de ações ambientais que já estão sendo desenvolvidas, ela acredita que até 2010, o Rio possa contabilizar 200 mil hectares restaurados de Mata Atlântica.

O secretário de Meio Ambiente de Teresópolis, na Região Serrana, Flávio Castro, disse que o pacto vai impulsionar ainda mais os programas de restauração do bioma na cidade.

“Nos próximos quatro anos, temos como meta recuperar mil hectares de mata nativa, com programas de erradicação de ocupação irregular de encostas e política de reassentamento dessas famílias. Com o pacto, podemos ampliar nossos projetos”, afirmou Castro.

Guia para a preservação

Para dar incentivo ao pacto, Marilene disse que todos deverão se valer das informações do livro “Estratégias e ações de conservação da biodiversidade no estado do Rio de Janeiro”, feito por pesquisadores da Uerj e do Instituto Biomas, em parceria com a Embrapa, Ceperj e Instituto BioAtlântica.

“Esse livro será como um guia que vai nos ajudar a conhecer e nortear as ações de recuperação da Mata Atlântica da maneira mais técnica e precisa”, concluiu Marilene.

Fonte: G1

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Aquecimento ameaça mais da metade dos anfíbios, dizem especialistas

O aquecimento global, a poluição e um fungo que infecta células na pele são as principais ameaças a mais da metade das seis mil espécies de anfíbios registradas no mundo que, atualmente, estão ameaçadas de desaparecer --o que seria a maior extinção desde a dos dinossauros.

Segundo dados de especialistas presentes à inauguração de um centro de exibição dessas espécies no Panamá, entre 60% e 75% das rãs, sapos, salamandras e cecílias (um anfíbio sem extremidades, parecido a uma serpente) estão ameaçados de desaparecer.

"Estamos perdendo, agora, mais da metade deste grupo de vertebrados. O planeta nunca viu algo desta magnitude desde a extinção dos dinossauros", disse Kevin Zippel, diretor do programa Arca dos Anfíbios da União Internacional para a Conservação da Natureza.

"Nos últimos 35 anos, assistimos a uma diminuição das precipitações e a um aumento da temperatura. A mudança do clima está atingindo de forma negativa os anfíbios", disse Zippel.

Zippel recordou que, desde 1980, foram extintas 122 espécies de anfíbios, contra 5 espécies de aves e nenhuma de mamíferos.

Segundo os cientistas, o maior número dos anfíbios fica nos trópicos, particularmente na América Latina, região na qual vivem 60% das espécies existentes no mundo.

"Das espécies de anfíbios em risco de extinção, 75% estão presentes na América Latina", disse.

O principal problema é a perda do habitat "já que, se lhes tiramos o espaço natural, não lhes damos nenhuma oportunidade de sobrevivência", disse Edgardo Griffth, cientista associado ao departamento de conservação do Zoológico de Houston (EUA).

Griffth inaugurou o Centro de Conservação de Anfíbios de El Valle na semana passada, em Valle de Antón (150 km da capital panamenha). O centro é uma área de exposição e estudo para proteger algumas das mais singulares espécies de anfíbios do mundo, como a rã dourada do Panamá, a rã-de-chifre do Equador, a rã mascarada, o sapo coral o e o sapo trepador, entre outras 60 espécies.

"Por suas características, os anfíbios são indicadores da qualidade do habitat e se eles estão desaparecendo significa que o ser humano está fazendo coisas terrivelmente mal", disse Griffth.

Fonte: France Presse / Folha Online

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mudança climática causará mais desastres naturais, diz ONU

Um funcionário de alto escalão das Nações Unidas informou que a mudança climática vai gerar mais desastres naturais, e por isso pediu mais cooperação internacional quanto ao assunto. A afirmação foi feita na quarta-feira (22), em Pequim, durante o Dia Mundial da Terra.

"A mudança climática vai produzir cada vez mais e mais intensos desastres, por isso precisamos trabalhar juntos como um sistema internacional para reduzir o efeito destes desastres antes que eles aconteçam", afirmou John Holmes, subsecretário-geral da ONU para assuntos humanitários e coordenador de ajuda de emergência.

Citado pela agência oficial de notícias chinesa "Xinhua", Holmes afirmou que a China deve se envolver mais em projetos humanitários multilaterais.

Neste sentido, lembrou a "grande resposta da comunidade internacional no terremoto de Sichuan", que está a ponto de completar um ano.

Energia limpa

Durante o Dia Mundial da Terra, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promoveu seu plano energético e uma "nova era de prospecção de energias", a fim de estimular a economia e proteger o meio ambiente.

"É hora de assentarmos uma nova base para o crescimento econômico, começando com uma nova era de prospecção energética nos Estados Unidos", disse Obama.

"A nação que liderar o mundo na criação de novas fontes de energia será a nação que liderará a economia global do século 21. Os Estados Unidos podem e devem ser essa nação, mas isto não será fácil", afirmou o presidente norte-americano.

Como em outros discursos, Obama destacou que, embora os Estados Unidos representem menos de 5% da população mundial, são responsáveis por 25% da demanda total de petróleo.

"Este apetite tem um custo tremendo para nossa economia", disse Obama, ao destacar que a compra de petróleo, por exemplo, representa 20% do total das importações.

O presidente americano fez o discurso sobre energia renovável em Trinity Structural Towers, uma usina manufatureira de energia eólica em Newton, cidade ao leste da capital que enfrenta grandes problemas econômicos.

Obama afirmou hoje que esse tipo de energia poderia suprir até 20% da demanda de luz elétrica nos Estados Unidos até 2030 e criaria até 250 mil empregos.

Obama lamentou que os Estados Unidos produzam menos de 3% da eletricidade através de fontes renováveis, abaixo dos 20% fabricados pela Dinamarca em energia eólica, e menos do que produzem Alemanha e Japão em energia solar.

"Não aceito que as coisas tenham que ser assim. No que se refere à energia renovável, não acho que devamos ser seguidores. Acho que é hora de liderarmos", disse Obama.

Fonte: Efe

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Tartaruga solta gases e volta ao mar na Bahia

Ela foi encontrada encalhada em uma praia na cidade de Prado (BA). Fêmea do animal pode ter ingerido isopor ou boia marítima.


Uma tartaruga de quase 200 quilos, resgatada após ficar encalhada na sexta-feira (20), na praia de Guaratiba, em Prado (BA), foi ao mar após soltar os gases que a impediam de mergulhar. De acordo com a equipe da ONG Projeto Amiga Tartaruga (PAT) Ecosmar, o animal ficou em observação para a retirada de isopor ou boia marítima, que ela pode ter ingerido em águas sujas.

O animal recebeu os primeiros cuidados veterinários em Porto Seguro. Ela foi transferida para a unidade do Tamar/Comboios, no Espírito Santo, onde existe uma estrutura mais adequada para tartarugas marinhas de grande porte. O resultado da análise de sangue mostrou que o animal não apresentava doenças ou infecções.

Após a chegada em Comboios a tartaruga marinha conseguiu expelir o que estava obstruindo o trato gastrointestinal.

Fonte: G1

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Rã descoberta no Peru mede cerca de 1 centímetro

A espécie, que mede cerca de 1 cm, foi batizada de Noblella pygmaea

Uma nova espécie de rã foi encontrada no Parque Nacional Manu, perto de Cuzco, no sudeste do Peru. A descoberta foi anunciada pelo Instituto de Pesquisa e Museu de História Natural de Dresden. As informações são da agência AFP.

A espécie foi batizada de Noblella pygmaea e é a menor encontrada nos Andes, com cerca de 1 cm de comprimento. A rã é um dos menores vertebrados já encontrados acima de 3 mil metros de altitude e vive em ambientes úmidos, mas terrestres.

Edgar Lehr do Museu de História Natural de Dresden, na Alemanha, e Alessandro Catenazzi da Universidade da Califórnia, em Berkeley, afirmam que a Noblella pygmaea é apenas um dos muitos anfíbios ainda desconhecidos que vivem em zona montanhosa dos Andes.

Fonte: Terra

quinta-feira, 23 de abril de 2009

"Tartaruga ninja" ganha prótese para substituir nadadeira

Allison, 5 anos, ganhou uma prótese em forma de barbatana para superar a falta da nadadeira esquerda

A tartaruga Allison, 5 anos, ganhou um novo traje que rende comparações aos personagens Leonardo, Michelangelo, Donatello e Rafael do filme Tartarugas Ninja, de 1990. Apesar de não ser mutante e muito menos ter habilidades ninjas como os xarás, Allison supera a falta da nadadeira esquerda com uma prótese em forma de barbatana que lhe ajuda a se locomover corretamente em South Padre Island, no Estado americano do Texas. As informações são da agência AP.

Os biólogos que a resgataram, do centro Sea Turtle, explicaram que é a primeira vez que a peça artificial é utilizada em uma tartaruga. A prótese é feita com fibra de carbono e fica presa ao casco do animal com uma roupa de neoprene.

Segundo os especialistas, o objeto funciona como um leme e ajuda a tartaruga a nadar em linha reta naturalmente. Antes, o réptil se locomovia em círculos e perdia a direção por causa da ausência de um dos membros.

Fonte: Terra

domingo, 19 de abril de 2009

Para ambiente, bichos menores podem ter papel de gigantes, diz brasileiro

Cientista da Unesp e americano querem revisar ideia de 'megafauna'. Dependendo do habitat, animais modestos têm mesma função de elefantes.

Tamanho, como se sabe, não é documento -- mas tamanho relativo pode muito bem ser, ao menos quando se trata do papel que bichos grandes, ou não tão grandes, podem ter no ambiente em que vivem. É o que defende uma dupla de pesquisadores, formada por um brasileiro e um americano, na edição desta semana da revista especializada "Science". De acordo com eles, animais de tamanho modesto, dependendo do ecossistema, podem ser tão importantes para a saúde de seu habitat quanto os elefantes são para a savana africana. E fazê-los sumir é uma receita para o desastre.

A tartaruga-gigante-de-aldabra, que vive num atol do oceano Índico, é um exemplo de megafauna de ilhas... (Foto: Christopher Kaiser-Bunbury)

... cujo papel para dispersar sementes de frutos grandes é muito importante (Foto: Dennis M. Hansen/Divulgação)

Em síntese, Mauro Galetti, do Departamento de Ecologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro, e Dennis M. Hansen, da Universidade Stanford, estão pedindo uma revisão no conceito de megafauna -- termo que, entre os ecólogos, é usado para designar qualquer animal com mais de 44 kg. Na linguagem corrente, o termo é mais usado para se referir à megafauna extinta -- monstros como mastodontes e preguiças-gigantes, com toneladas de peso, que vagavam pelo interior do Brasil até uns 10 mil atrás. (Outras regiões do mundo também perderam membros de sua megafauna mais ou menos na mesma época). Galetti diz que é hora de "virar o disco" sobre o tema.

"As pessoas tendem a só falar sobre como a megafauna foi extinta, se foi o homem ou se foram as mudanças no clima", afirmou Galetti ao G1. "Essa discussão acontece desde a época de Darwin. Não é que ela não seja interessante e importante, mas nós achamos que é hora de mudar o foco. Temos de ver o que acontece com os ambientes quando a megafauna desaparece, porque as repercussões são muitas", avalia o pesquisador.

Ordem na casa

Alguém poderia imaginar que o sumiço dos animais mais avantajados não tem grandes efeitos sobre as outras espécies de um habitat, mas o fato é que a megafauna é essencial para por "ordem na casa" em qualquer ecossistema. "O mero fato de um elefante caminhar altera a composição de espécies de plantas. A presença dele aumenta a diversidade de espécies e controla a população das plantas", diz Galetti.

Outro fator importante envolve a frugivoria -- o hábito de devorar frutos, em bom português. Ao longo do processo evolutivo, plantas e animais fizeram uma espécie de "acordo", obviamente não-consciente: eu, planta, produzo frutos saborosos, enquanto você, animal, os come e aproveita para levar as sementes para longe, fertilizando-as com suas fezes. Acontece que apenas os membros da megafauna conseguem dispersar com eficiência as sementes de vários frutos grandalhões. Resultado: se os bichos grandes somem, a tendência é as plantas ficarem "órfãs" deles.

"Nós mostramos esse processo com mais de 100 espécies de plantas brasileiras cujos frutos provavelmente eram dispersados pela megafauna extinta, como o pequi e o jatobá", conta Galetti. Essas plantas ainda não se extinguiram, apesar da ausência de seus dispersores, mas há indícios de que a diversidade genética delas encolheu, o que não é nada bom.

Pequena grande megafauna

Além disso, é importante olhar o contexto de cada habitat, diz o pesquisador da Unesp. No continente sul-americano, o maior frugívoro que sobrou foi a anta, que pesa 300 kg (os mastodontes, hoje extintos, tinham 7,5 toneladas). Mas em locais como as ilhas Maurício, no oceano Índico, com o sumiço das tartarugas-gigantes que chegavam a 100 kg, restou um morcego de pouco mais de meio quilo -- uma redução que, em termos relativos, é muito mais brutal, e provavelmente tem efeitos bem mais sérios na maneira como o ecossistema das ilhas funciona.

E aí é que entra a importância da proposta dos pesquisadores para a conservação ambiental. Seja em ilhas, seja no continente, salvar a pele dos membros da megafauna, ou mesmo da mesofauna -- bichos menores que ainda conseguem ter um impacto ambiental similar ao da megafauna --, é imperativo se a humanidade quiser garantir a saúde dos ecossistemas do futuro. Se as antas -- e todos os demais frugívoros ameaçados de extinção no Brasil -- desaparecessem do mapa, o maior frugívoro que sobraria seria uma espécie de bugio, com apenas 9 kg, ou seja, 700 vezes menor do que os membros originais da megafauna sul-americana. Inúmeras plantas provavelmente sumiriam caso isso acontecesse mesmo.

Diante da importância da megafauna, há quem fale até em reintroduzir "similares" das espécies desaparecidas -- coisas como trazer elefantes para o cerrado, por exemplo. "É claro que isso é superpolêmico e precisa ser feito com muito cuidado, após muitos estudos, mas não é absurdo em princípio", diz Galetti. Tartarugas-gigantes estão sendo reintroduzidas em ilhas perto das Maurício. E, no Pantanal, onde o porco doméstico se tornou selvagem de novo e virou o chamado porco-monteiro, a situação até que não é ruim. "Parece que o porco achou um nicho ecológico vago por lá", afirma Galetti. "A presença dele tira a pressão de caça das espécies nativas, e ele é um dispersor de sementes mais eficaz que as próprias antas."

Fonte: G1

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Raro tubarão é encontrado e vira comida de pescador

Um raro tubarão de boca grande (Megachasma pelagios) - espécie ainda pouco conhecida no mundo, com somente 41 exemplares registrados - ficou preso às redes de pesca de um barco na baía de Sorsogon, nas Filipinas, e acabou virando janta de pescador, segundo anunciou nesta terça-feira a World Wildlife Fund (WWF). A ONG, que defende a vida selvagem, lamentou a decisão dos pescadores de esquartejarem o animal para virar alimento. As informações são da agência EFE.

Antes de opção pela refeição, os responsáveis pelo achado permitiram que especialistas em tubarões analisassem o animal raro. A carcaça media 4m de comprimento, pesava meia tonelada e a boca tinha quase 1m de largura.

De acordo com a WWF, a espécie foi descoberta somente em 1976, quando um exemplar foi atingido pela âncora de um submarino americano no Havaí. Dos 41 tubarões de boca grande registrados, conforme a ONG, oito foram encontrados nas águas das Filipinas.

Apesar de assustar pela dimensão, o tubarão de boca grande é inofensivo e muito parecido com o tubarão-baleia, por nadar com a enorme boca aberta, filtrando a água em busca de plâncton.

Fonte: Terra

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Animais silvestres morrem durante obras do Rodoanel

Parte era de espécies ameaçadas de extinção; no total, 137 foram levados a parques e clínicas veterinárias

SÃO PAULO - Mais de cem animais silvestres já morreram desde o início das obras de construção do Trecho Sul do Rodoanel em áreas de mata atlântica. Parte era de espécies ameaçadas de extinção. São veados catingueiros, macacos bugios, preguiças de três dedos, lagartos teiús, gambás, cobras, corujas orelhudas e várias outras espécies que deveriam passar por manejo cuidadoso, mas tiveram ferimentos graves ou sofreram estresse profundo - que resultaram em óbito.

De 137 animais enviados para recuperação em parques e clínicas veterinárias, 105 não resistiram. Outros 371 bichos foram devolvidos para a mata sem apresentar problemas, segundo dados da Desenvolvimento Rodoviário S. A. (Dersa), empresa do governo do Estado que administra a obra. Os mortos, contudo, representam 21,9% dos que passaram pelas mãos dos técnicos da Dersa.

Os animais encontrados nas áreas desmatadas que precisam receber atendimento veterinário são levados pela Dersa para parques - Pedroso, em Santo André, Estoril, que tem um zoológico em São Bernardo do Campo, e Ecológico do Tietê, em São Paulo -, ou encaminhados ao Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave), da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. Pela gravidade dos ferimentos de muitos deles, a Polícia Ambiental às vezes também os encaminha para veterinários particulares ou para um santuário localizado em Cotia, na zona oeste da Região Metropolitana de São Paulo, no sentido oposto das obras do Trecho Sul.

Pesquisador das interferências da ação humana no Parque Estadual Xixová-Japuí, em São Vicente, o professor da Unesp Dênis Abessa acredita que manter animais silvestres em más condições caracteriza um crime ambiental. "A alta taxa de morte dos animais remanejados no Rodoanel indica algum problema na coleta, no transporte ou nos momentos seguintes dessas operações", afirma.

"Nesses casos você ultrapassa a esfera do dolo, da intenção. As mortes poderiam ter sido evitadas. A Lei de Crimes Ambientais só prevê punição quando há vontade livre e consciente de matar. Aqui pode ter havido imprudência, imperícia ou negligência. Se ficarem provadas , os responsáveis poderão responder pelos danos. Já na esfera civil poderão ser punidos administrativamente, com multas", explica o jurista Jair Jaloreto Junior, especialista na área ambiental.

Mutilação

Entre os bichos que sobreviveram está uma preguiça de três dedos que chegou em outubro de 2007 ao santuário Rancho dos Gnomos, que há 18 anos acolhe animais silvestres em Cotia. Ela tinha parte do corpo queimado por fios de alta tensão e teve a pata esquerda amputada, porque as garras haviam sido mutiladas. "Por sorte conseguimos tratar e o animal sobreviveu", conta Marcos Pompeu, do santuário.

Sua mulher, Silvia, lembra que durante as obras do Trecho Oeste do Rodoanel, entre 1998 e 2002, também recebeu vários animais precisando de tratamento veterinário. "Hoje só acolhemos casos de emergência. A Polícia Ambiental sempre trouxe os animais para cá, mas não recebemos nenhum dinheiro da Dersa pelo que fazemos."

O Rancho abriga atualmente quatro centenas de animais silvestres, incluindo 13 leões que estavam em circos, um tigre, uma jaguatirica, além de preguiças, macacos e aves.

Outro animal vítima das obras do Trecho Sul é um macaco bugio, que teve quatro dedos de uma mão queimados em fios elétricos. "O Juninho chegou ainda bebê aqui. Operamos e ele vive bem agora", comenta Silvia. A mesma sorte não teve um veado catingueiro. Levado ao santuário por funcionários da Dersa em 1º de agosto, morreu quatro dias depois. "Foi o estresse. Quando os veados são capturados, é preciso ter muito cuidado", observa Pompeu. O laudo da necropsia da veterinária Kelli Spitaletti constatou ferimentos por todo o corpo, além de congestão e edemas pulmonares.

Outros três veados catingueiros morreram na clínica veterinária de Felipe Giacobini, localizada na cidade de Embu, na Grande São Paulo. "Foi o pessoal da Polícia Ambiental que trouxe os animais, em momentos diferentes", explica o veterinário.

Eutanásia

Todos precisaram passar por eutanásia, por causa dos ferimentos múltiplos e da impossibilidade de sobreviver. Um dos veados catingueiros, espécie ameaçada de extinção, estava com a coluna vertebral fraturada. Outro teve a parte posterior do corpo mutilada por mordidas de cães. "Com certeza foram cachorros da vizinhança da obra. Os veados, à procura de alimentos, ficam perdidos entre a urbanização e o Rodoanel."

O Estudo de Impacto Ambiental do Trecho Sul identificou a existência de 163 espécies de aves, 23 de mamíferos e nove de répteis que habitavam as áreas das obras, principalmente nas cidades de São Bernardo do Campo e Diadema. As obras começaram em 2007.

Eduardo Reina - O Estado de S. Paulo

Fonte: Estadão

sábado, 28 de março de 2009

Cientistas encontram 54 novas espécies em Papua Nova Guiné

Um sapo verde brilhante com grandes olhos negros além de aranhas e uma lagartixa estão entre as 50 novas espécies de animais encontradas pelos cientistas nas montanhas remotas de Papua Nova Guiné. As descobertas foram anunciadas nesta quarta-feira por uma entidade de conservação que passou vários meses analisando mais de 600 espécies animais. As informações são da Associated Press.

O grupo encontrou os animais em expedições na ilha do Pacífico Sul entre julho e agosto do ano passado.

Dentre as descobertas, 50 espécies de aranhas, três sapos e uma lagartixa aparentemente nunca tinham sido registrados em nenhum tipo de literatura cientifica, informou o grupo.

Fonte: Terra Notícias

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Pinguins morrem de fome por mudanças climáticas na costa argentina

Aquecimento global, pesca excessiva e poluição estão levando os pinguins que fazem seus ninhos na costa argentina a morrer de fome, já que esses animais vêm sendo forçados a nadar 40 km a mais do que o usual para conseguir comida, alertou um estudo divulgado nesta quinta-feira.

"Também têm de nadar 40 km de volta e estão nadando esses 80 km extras, enquanto suas companheiras estão com as crias, sentadas em um ninho e morrendo de fome", afirmou a professora de Biologia Dee Boersma, da Universidade de Washington.

Esses três fatores têm contribuído para a perda de reservas de peixes em quase 1.600 km perto de Punta Tombo, ao sul de Buenos Aires, advertiu Boersma.

A colônia já encolheu em mais de 20%, em 22 anos, caindo dos 300.000 para 200.000 pares capazes de se reproduzir.

Fonte: Folha Online

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Duzentos golfinhos são resgatados nas Filipinas

Cerca de 200 golfinhos foram resgatados hoje após ficarem presos durante a madrugada no litoral da região norte das Filipinas, em frente à baía de Manila, informaram as autoridades.

Dezenas de pescadores e voluntários trabalharam durante horas para empurrar os mamíferos em direção a águas mais profundas, para que não se asfixiassem, segundo o Departamento de Pesca e Recursos Aquáticos (BFAR, em inglês), Malcolm Sarmiento.

O fenômeno ocorreu perto da localidade litorânea de Pilar, na província de Bataan, cerca de 100 quilômetros ao norte da capital, cujo governador, Enrique García, inicialmente elevou para 500 o número de animais presos.

Três animais --duas fêmeas grávidas e um filhote de apenas um mês de vida-- foram encontrados mortos a menos de um quilômetro do litoral com água nos pulmões, e um deles teria ficado preso em uma rede de pesca, segundo os cientistas.

O chefe do BFAR atribuiu o fenômeno a um provável maremoto de pouca magnitude, mas que afetou os sistemas acústicos de orientação dos golfinhos, que fugiram para águas menos profundas a fim de escapar da mudança repentina de pressão.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Animais silvestres reabilitados serão soltos no Pantanal

40 papagaios vítimas do tráfico de animais silvestres, apreendidos pela Polícia Militar Ambiental (PMA) em setembro e outubro passado e passaram por reabilitação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), serão reintroduzidos no meio ambiente.

Além dos papagaios, um veado e um bugio serão levados neste dia 28 de janeiro, até uma fazenda no Pantanal Sul, onde serão monitorados antes e depois da soltura, sob coordenação da zootecnista Ana Paula Felício, em companhia de estagiários do CRAS vindos do Espírito Santo.

Todos os animais a serem soltos passaram por baterias de exames e estão saudáveis para serem reintroduzidos na natureza sem oferecem riscos à fauna da área.

No ano passado o centro recebeu 2.626 animais, 75% a mais que a média dos cinco anos passados, que era de 1.500 animais por ano. Em 20 anos de existência, o CRAS já recebeu mais de 24 mil animais oriundos do tráfico, atropelamentos, aparições em áreas urbanas, entre outros motivos. Devido ao grande número de animais recepcionados, o governo estadual teve de construir um novo recinto para as aves.

Rigor técnico. Apesar de muitos pesquisadores serem contrários à soltura dos animais, a legislação brasileira determina que a prioridade é o retorno dos animais à natureza. “As solturas são feitas com o maior rigor técnico e estamos provando, através de pesquisas, que a soltura tem resultados positivos”, explica o coordenador do CRAS, Vinicius Andrade Lopes. As solturas se dão em 150 fazendas no Estado.

Após a liberação dos animais na natureza, eles serão monitorados diariamente por mais alguns dias. Em seguida, técnicos ambientais fazem visitas mensais às fazendas, por um período de um ano, colhendo informações. O monitoramento consiste na observação das reações dos animais em relação à aproximação de predadores e do instinto de caça e alimentação, uma vez que até então eram alimentados pelos tratadores do CRAS.

Visitação pública. Aos interessados em conhecer o trabalho desenvolvido no centro, as visitações são realizadas às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas, por grupos de até 15 pessoas. Os visitantes são acompanhados por um guia capacitado, que explana noções de educação ambiental, as conseqüências negativas do tráfico de animais silvestres, assim como o trabalho desenvolvido no CRAS.

É necessário agendar o passeio com antecedência pelo telefone (67) 3326-1370. Recomenda-se o uso de calças compridas e tênis fechado. É cobrada uma taxa de R$ 8,00 por pessoa, sendo que estudantes pagam metade do preço. O valor é revertido para a preservação e manutenção da área, de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), já que o centro encontra-se dentro do Parque Estadual do Prosa. Escolas públicas são isentas da taxa.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Extinção e desmatamento ameaçam dispersão de sementes

Há 15 mil anos, as sementes do jatobá eram dispersas por mamíferos que foram extintos com a chegada do homem à América. Para substituí-los, a cutia, uma dispersora secundária da planta, passou lentamente a assumir essa função. Mas como o desmatamento e o risco de extinção de animais podem afetar essa relação hoje? Um estudo do professor Mauro Galetti, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), busca uma resposta para a questão. A equipe de Galetti está montando um banco de dados sobre a interação de animais frugívoros (que comem frutas) com os vegetais da Mata Atlântica e de Bonito (MS).

Segundo Galetti, a dispersão de sementes é um fenômeno da natureza que ocorre desde a época dos dinossauros, que foram os primeiros dispersores. Hoje, são os animais frugívoros - aves, mamíferos e peixes - que comem a polpa dos frutos, engolem as sementes e devolvem-nas à terra por meio das fezes. Assim, elas podem brotar e garantir a continuidade da espécie. "Apenas 10% das plantas utilizam os fatores abióticos (chuvas, ventos e rios) na dispersão", afirma Galetti. "90% delas aproveitam os animais frugívoros."

Acooperação é essencial para que as plantas mantenham determinadas espécies de animais na região. Os animais dependem das plantas para se alimentar, e elas deles para se reproduzir. Segundo Galetti, a relação é ameaçada pelo desmatamento e pelo risco de extinção de animais como a anta, monos-carvoeiros e cutias. "Ao contrário do que ocorreu com os dinossauros, os animais estão desaparecendo de forma brusca na natureza, e muitas espécies de plantas não conseguem dispersar suas sementes. Sem essa dispersão, a floresta não tem como se regenerar."

Com caderneta de campo e binóculo, o pesquisador observa os animais que dispersam e os que predam as sementes. O método observacional é aplicado em duas regiões: em matas de encosta fragmentadas na Mata Atlântica, que sofrem grande impacto com a caça de animais, e em áreas fragmentadas de florestas secas do estado de São Paulo. Os pesquisadores comparam o impacto do desmatamento no processo predatório e na dispersão nos dois ecossistemas. "Além da perda de dispersores, observamos um crescimento no número de predadores de sementes, como pombas ou esquilos", aponta Galetti.

Para montar o banco de dados, os pesquisadores estão catalogando cerca de 1400 espécies de plantas da Mata Atlântica para verificar os processos de dispersão em diferentes tipos de árvores e relacioná-los com as características típicas da região (clima e solo), que determinam as espécies de animais locais. Segundo Galetti, as primeiras conclusões do estudo revelam que a maioria das áreas analisadas precisa sofrer interferência humana para manter a biodiversidade. "Algumas espécies vegetais não têm mais seus dispersores, que desapareceram da região ou foram extintos", explica. "O impacto é um efeito-dominó que já atinge várias camadas da cadeia alimentar."

Cristina Souto

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ministério do Meio Ambiente é radicalmente contra animais em circos

BRASÍLIA - O assessor do Ministério do Meio Ambiente José Maurício Padroni afirmou hoje que a pasta é radicalmente contra a exposição de animais em circos. A declaração foi feita após encontro com representantes de diversas entidades e de organizações não-governamentais, que entregaram a Padroni o vídeo Stop Circus Suffering, com imagens de maus-tratos a animais usados em apresentações circenses no Brasil e em outros países.

- Nós não precisamos ser convencidos de que isso é ruim, porque já sabemos. Apoiamos essa causa e estamos fazendo esforços para convencer os outros ministérios também - disse o assessor.

O material faz parte da campanha internacional que defende o fim do uso de animais em circos no Brasil. As entidades que apóiam a iniciativa pedem a aprovação do Projeto de Lei nº 7291/06, que prevê a proibição de circos com animais em todo o território nacional.

Produzido pela ONG Animal Defenders International, o vídeo também foi entregue a representantes do Ministério da Cultura. Segundo a representante da ONG World Society for the Protection of Animals Ana Junqueira, maus-tratos não se limitam a atos voluntários de ferimento e mutilação.

- É preciso lembrar que a própria situação em que os animais se encontram, como confinamento e transporte constantes, também confirgura maus-tratos - lembrou.

A presidente da Aliança Internacional do Animal, Ila Franco, reforçou que a campanha não é contra os circos. - De forma alguma queremos o fim da cultura circense em nosso país, isso deve continuar. Já há circos sem animais, como é o caso do Circo de Moscou, que é um sucesso - afirmou.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Estudo dá novas pistas sobre evolução animal

Redação Internacional, 15 out (EFE).- Os primeiros animais que saíram da água rumo à terra firme durante o Devoniano não só trocaram as nadadeiras por patas, mas tiveram que adaptar os ossos da cabeça à vida na superfície.

Assim demonstra um novo estudo dos fósseis de Tiktaalik roseae, encontrado em 2004 na ilha Ellesmere, no arquipélago ártico canadense, e publicado hoje pela revista "Nature".

A equipe de pesquisadores, dirigida por Ted Daeschler, da Academia de Ciências Naturais da Filadélfia, e Neil Shubin, da Universidade de Chicago, examinou de forma minuciosa os ossos da cabeça do animal, que viveu há cerca de 375 milhões de anos.

O Tiktaalik era um peixe pulmonado, predador, mas com características muito particulares: tinha brânquias, escamas e espinhos nas nadadeiras, além de crânio, pescoço, costelas e apêndices parecidos aos dos primeiros animais com quatro patas.

Segundo Daeschler explicou à Agência Efe, o animal, de fato, se encontra na base da vida que deu lugar a todos os animais de quatro patas.

Segundo Jason Downs, principal autor do estudo e pesquisador da academia, as características do crânio dos animais terrestres foram as primeiras adaptações à vida em águas pouco profundas.

Mudanças complexas que conduziram a uma completa reestruturação dos ossos da cabeça e a relação entre eles. O exemplo mais claro é o da peça que em peixes conecta a caixa craniana, o paladar e as brânquias e coordena os movimentos de comer e respirar.

Com a mudança de habitat, esta peça - o osso hiomandibular - foi se reduzindo e acabou perdendo sua função original.

No peixe tetrápodo "a parte óssea do hipermandibular se reduziu enormemente frente a sua condição original", uma diminuição que, segundo Downs, "poderia indicar que esses animais, em um ambiente aquático pouco profundo, já começavam a depender menos da respiração branquial".

Junto com o hiomandibular, no Tiktaalik também os ossos rígidos que cobrem as brânquias nos peixes tinham se reduzido significativamente, uma mudança que permitia movimentar melhor a área do pescoço.

Fonte: EFE

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O que é um animal silvestre?

Você sabia que o Brasil é um dos países do mundo que mais exporta animais silvestres ilegalmente? É um negócio que movimenta mais de 1 bilhão de dólares e comercializa cerca de 12 milhões de animais anualmente. Uma das maiores ameaças à natureza.

Para ajudar você a saber mais sobre o assunto, o WWF-Brasil elaborou as questões abaixo. Leia e colabore nessa luta pela salvação da fauna brasileira.

O que é um animal silvestre?
Animal silvestre não é o doméstico. O doméstico já está acostumado a viver perto das pessoas, como os gatos, cachorros, galinhas e porcos, entre outros. Já o animal silvestre foi tirado da natureza e reage à presença do ser humano. Por essa razão, tem dificuldades para crescer e se reproduzir em cativeiro. O papagaio, a arara, o mico e o jabuti, ao contrário do que muitos pensam, são animais silvestres.

O que é o tráfico de animais silvestres?
Tráfico é o comércio ilegal. Traficar animais significa capturá-los na natureza, prendê-los e vendê-los com o objetivo de ganhar dinheiro. Se participamos disso, estamos contribuindo para o tráfico de animais. Acredita-se que o comércio ilegal de animais movimente cerca de 10 bilhões de dólares por ano em todo o mundo. Só o tráfico de drogas e armas é maior.

O que o tráfico de animais silvestres tem a ver comigo?
Todos os seres vivos dependem da natureza para sobreviver, pois é dela que obtemos desde alimentos até remédios. Os animais são parte fundamental da cadeia. Se forem extintos ou se tornarem raros, comprometem todo o equilíbrio da natureza.

Qual a participação do Brasil no tráfico internacional de animais?
Há uma relação entre o tráfico nacional e o internacional: o Brasil possui um grande comércio interno de animais, que sustenta os traficantes que agem no país e servem como intermediários para os traficantes internacionais. Se o tráfico interno diminuir, o número de animais brasileiros levados para o exterior também será menor.

Quais são as principais rotas do tráfico de animais no Brasil?
A maioria dos animais silvestres é capturada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Mas a principal rota de transporte desses animais está no sentido da região Nordeste para a Sudeste. Há verdadeiras redes organizadas para enganar a fiscalização existente nas principais rodovias do país. Essas redes agem de forma que os animais sejam transportados por até 3.000 quilômetros de distância sem que os traficantes sejam descobertos. A maior parte do público consumidor está no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Como os animais são transportados até as feiras para serem vendidos?
Os meios de transporte mais usados pelos traficantes são caminhões, ônibus interestaduais e carros particulares. Os animais são transportados nas piores condições possíveis. São escondidos em fundos de malas ou caixotes, sem ventilação, e ficam vários dias sem comer e sem beber. Resultado: de cada 10 animais capturados, nove morrem no caminho e um chega às mãos dos compradores.
Você sabia que os traficantes mutilam os animais?
Alguns traficantes costumam rodar os micos pelo rabo para que eles fiquem tontos e passem ao comprador a imagem de que são animais mansos. Muitos cegam os pássaros e cortam as suas asas para que eles não fujam e arrancam os dentes e serram as garras dos animais para que eles se tornem menos perigosos.

Quais são os animais mais vendidos?
O papagaio é a ave mais vendida no Brasil e no exterior. Depois dele vêm as araras, os periquitos, micos, tartarugas e tucanos.

Por que (mesmo tratando bem) não devemos ter animais silvestres em casa?
Cuidar de animais silvestres em casa pode parecer uma forma de amar a natureza, mas não é. Lugar de bicho é em seu habitat natural, e não nas cidades. Quem realmente gosta dos animais vai querer que eles fiquem onde se sintam mais felizes.

Por que comprar bichos é ilegal?
Ter animais silvestres como bichos de estimação é ilegal conforme a Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605 / 98. Ela proíbe a utilização, perseguição, destruição e caça de animais silvestres e prevê pena de prisão de seis meses a um ano, além de multa para quem a desrespeitar.

O que fazer ao encontrar alguém vendendo animais silvestres?
Primeiro, certifique-se de que os animais que estão sendo vendidos são silvestres e pertencem à fauna brasileira. O Segundo passo é fazer a denúncia.

Quais são os problemas de quem cria animais em casa?
Ser dono de animal silvestre não é uma atividade muito segura. Entre os principais problemas estão o risco de ataques e a transmissão de doenças como a malária, a febre amarela e várias viroses desconhecidas.

Quais são os problemas para os animais que são criados em casa?
Ele pode perder a sua identidade. Pode sofrer de solidão e ter dificuldades para se reproduzir. Também sofre porque fica em espaço físico reduzido, come alimentos inapropriados e pode pegar doenças que nos seres humanos têm pouca gravidade (gripe, herpes etc), mas que podem ser fatais para os animais.

Fonte: WWF

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Restingas do Rio abrigam uma das aves mais ameaçadas do mundo

RIO - Uma das aves em maior risco de extinção de toda a Terra tem como único refúgio uma das áreas do estado do Rio de Janeiro mais ameaçadas por invasões e especulação imobiliária, informa a edição desta quarta-feira do jornal "O Globo". Conhecido como com-com ou formigueiro-do-litoral (Formicivora littoralis), esse passarinho é a única ave exclusiva de restinga do Brasil. Ele vive nos cada vez menores bosques à beira-mar e é encontrado somente na faixa que vai de Saquarema ao início de Búzios, em especial na Restinga de Massambaba. (Foto abaixo)

Da preservação da Massambaba - a mais peculiar e rica das restingas do Sudeste - depende a sobrevivência da espécie. Dono de cores discretas - tons de negro (macho) e marrom (fêmea) - o com-com mede cerca de 12 cm. Uma criatura pequena com imensos problemas, destino incerto de quem disputa espaço com loteamentos, condomínios e banhistas em algumas das praias mais bonitas do estado.

O formigueiro-do-litoral foi descoberto só nos anos 90 e ainda se sabe muito pouco sobre ele. Sequer o tamanho exato da população é conhecido, mas qualquer redução fará diferença para uma espécie de habitat tão restrito.

Fonte: O Globo