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domingo, 8 de novembro de 2009

Por que os cachorros correm atrás do próprio rabo?

Você já deve ter flagrado alguma cena de cachorro correndo atrás do próprio rabo

Se você tem um cachorro de estimação, provavelmente já deve ter flagrado alguma cena do animalzinho correndo atrás do próprio rabo, em círculos. Mas você já parou para pensar qual a razão dessa atitude?
De acordo com Rubia Burnier, veterinária e terapeuta de animais, há mais de uma justificativa para esse comportamento, algumas até preocupantes para a saúde do bicho. Uma das explicações, conforme a especialista, seria a percepção de que correr em círculos desperta a atenção do dono. "O cachorro pode transformar isso numa estratégia", diz Rubia.

Também por tédio ou falta de estimulação ambiental, cães com forte instinto de caça podem canalizar essa necessidade não realizada "caçando o próprio rabo", explica a veterinária.

Outra possibilidade é a tentativa de aliviar algum desconforto presente na região do ânus ou do rabo, como pulgas, dermatites ou inflamações da glândula paranal. O mais preocupante, porém, é se o cão sofrer de estresse e desenvolver comportamentos compulsivos, segundo Rubia. "Alguns chegam a morder e mutilar o próprio rabo. Nesse caso, o dono deve procurar um especialista o mais rápido possível", alerta.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Por que cães cheiram o rabo uns dos outros?

Praticamente tudo o que um cão precisa saber de outro está no ânus. Naquela região se encontram as glândulas anais, que produzem um líquido de cor castanha de cheiro forte. O odor fornece a outros cachorros informações preciosas, como a raça, se é macho ou fêmea e, especialmente, o estado de espírito do animal, explica a médica veterinária Karine Evangelho.

A comunicação canina é feita pelo olfato

"Funciona como se fosse uma espécie de carteira de identidade animal", exemplifica. A comunicação canina é feita pelo olfato de duas maneiras: pela eliminação de aromas específicos nas fezes, urina ou secreções glandulares e também pelo cheiro de seu próprio corpo.

Essa comunicação usa mensagens químicas chamadas de feromônios. E, quem diria, saber porque um cão cheiro o rabo do próximo explica também uma famosa expressão em português.

Cachorros muito submissos tapam completamente suas glândulas anais, para evitar que os outros sintam seu cheiro. Ou seja, saem por aí literalmente com o rabo entre as pernas. E o contrário também é verdadeiro: quando um cão deseja demonstrar autoridade, levanta o rabo para exalar mais cheiro, explica Karine.

Nos grupos, a identificação do líder é feita justamente por esse processo. O animal abana o rabo para mostrar que é o dono do pedaço. "Porém, se não existe relação de liderança, eles se cheiram, reconhecem-se, mas não abanam o rabo", conta a veterinária.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Por que os cães uivam?

A cena é clássica: um cão ou um lobo uivando melancolicamente, com a lua cheia ao fundo. Mas não é só nas noites mais claras de luar que esses animais uivam. E você já parou para pensar por que eles fazem isso?

Cães normalmente substituem o latido pelo uivo em situações específicas para chamar a atenção

De acordo com Rubia Burnier, veterinária especialista em comportamento animal, uivar é um recurso usado pelo cão para se comunicar à distância, uma ferramenta útil especialmente quando não há contato visual. Quando o animal uiva, sua voz atinge um timbre mas alto e ele pode ser ouvido de longe.

"O uivo de um cão pode ser percebido a quilômetros de distância e serve para chamar atenção, localizar e reunir os membros do grupo. Esse comportamento foi herdado do lobo e é uma característica marcante em algumas raças, como husky siberiano, samoieda e malamute do Alaska. Esses cães uivam em vez de latir", diz a veterinária.

Outro motivo que estimula o cão a uivar, ressalta a especialista, é a presença de uma cadela no cio, cujo cheiro se espalha pelo vento, atraindo machos mesmo distantes e criando assim uma "sinfonia de uivos". Uivar geralmente não significa dor ou sofrimento, mas muitas vezes serve para aliviar o tédio e a solidão. Pode ser também uma maneira de o cão extravasar sua frustração.

Segundo Rubia, cães que ficam sozinhos por períodos longos uivam numa tentativa de trazer de volta seus companheiros de matilha, no caso, a família. "O uivo também expressa excitação e contentamento, como aqueles cães que uivam quando ouvem música", exemplifica a veterinária.

Fonte: Terra

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Animais pra cachorro

Comparar o comportamento das pessoas com o dos animais, de forma a tornar o mundo animal familiar e compreensível para as crianças.

Famílias Animais – Saiba como os filhotes vivem e se divertem, recém-lançado pela Publifolha, tem muito de um livro didático, ao mesmo tempo que atrai gente de todas as idades (sobretudo os apaixonados por animais) pela riqueza das imagens.

Tudo começa com a informação de que nós também somos animais, porém, diferimos dos demais, assim como os outros também diferem entre si. Vai dos cuidados que os animais têm com seus filhotes aos tipos distintos de famílias, passando pelo processo alimentício, de morada e até a forma como se protegem e se acariciam.

Famílias Animais é capaz de atrair a atenção de crianças com três anos de idade, que, guiados por um adulto, entenderão que rinocerontes comem principalmente ervas e, assim como as vacas, andam pelos campos comendo aqui e ali. Verão também que não só bebês e crianças pequenas gostam de um colinho, mas coalas, cangurus, gatos e macacos, entre tantos outros animais, carregam seus filhotes, mas pode ser nas costas, numa bolsa do corpo ou até nos dentes, como fazem os gatos.

E para as crianças maiores, com idade em torno dos sete anos, o livro é uma forma de compreender a vida de animais como elefantes, zebras, macacos, coalas, pinguins, ursos, girafas e outros que, para os pequenos em geral, estão restritos ao mundo da televisão e do zoológico.

A obra fala com o leitor de forma lúdica e interativa. E, ao fim, um glossário sugere o enriquecimento do vocabulário do leitor-mirim.

Famílias Animais – Saiba como os filhotes vivem e se divertem, de Dorling Kindersley. Publifolha. 64 págs. R$ 19,90

Fonte: Diário Catarinense

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Bichos dão exemplo de maternidade

Beto Magalhães/EM/D.A Press
Amor de mãe não tem limites. Chega sempre na hora certa, dá carinho na medida exata e protege contra todos os perigos. Debaixo das suas asas, no calor do seu colo e sob o olhar atento do seu coração, os pequenos encontram o melhor caminho para sair do ninho e conquistar o seu espaço no mundo. Neste domingo dedicado a elas, vale, mais do que nunca, uma homenagem também à mãe natureza, que tem sido tão maltratada, mas que ainda consegue dar a volta por cima e se derramar em afeto pelos filhos da Terra. Em Belo Horizonte, há bons exemplos do zelo e dedicação de parte desse universo natural. Macacas com as crias, passarinhos defendendo os filhotes, cadelas alimentando a prole e outros bichos mostram que a biodiversidade sabe encantar com a sua harmonia familiar.


Na Fundação Zoobotânica de BH, na Região da Pampulha, sobram provas de que coração de mãe desconhece cara, cor, tamanho e espécie. Conhecida como uma das espécies mais protetoras da floresta, a primata cuxiú, chamada de Anauá, se desdobra em mimos para o filho nascido há quatro meses. No lugar do xampu e do sabonete cheiroso, uma boa lambida para começar o dia. Em vez da toalha felpuda, os braços peludos da mãe. Para um passeio de galho em galho, só mesmo se for em suas costas fortes e aconchegantes. E não pense que os cuidados param por aí. Depois de coçar a barriga do filhote e ajeitar seu negro topete, ela mantém os olhos arregalados para acompanhar cada salto e até mesmo os menores movimentos da cria.

No recinto dos macacos-prego, a estrela é a pequena Maíra. Mesmo depois de completar um ano e um mês de vida, ela luta para manter o vínculo com a mãe, Iraci. Vira e mexe, a filha corre para os seus braços à procura do peito. Mas, gulosa, não se contenta apenas com o leite materno. Entre uma brincadeira e outra, Iraci quebra sementes, descasca frutas e rasga as folhas de alface em pequenos pedaços, tudo para saciar o apetite de Maíra. Ainda no reino dos primatas, a encantadora Fusquinha, uma macaca bugio de 14 anos, emociona com uma história de superação. Os pais foram pegos por caçadores quando ela tinha apenas poucos dias de vida e, por isso, cresceu no zoológico longe de parentes próximos. O pouco convívio familiar fez da bugio uma mãe inicialmente desastrada, com muita dificuldade de proteger os filhotes.

“Fusquinha perdeu a primeira cria por não saber cuidar dela e aquecê-la bem. Com o tempo, ela foi adquirindo habilidade e agora que está com o quinto filhote, a Mel, é uma mãe exemplar. O mais bonito é que ela ensina a filha mais velha, a Florzinha, a cuidar da irmã caçula. Chega a ser engraçado ver a Fusquinha pôr a Mel nas costas da irmã. Mas os primatas têm o costume, assim como os humanos, de transmitir conhecimentos essenciais aos filhos. É uma forma de garantir a sobrevivência da espécie”, explica a bióloga Valéria Pereira, responsável pela seção de mamíferos da Fundação Zoobotânica.

No viveiro dos turacos, um exuberante pássaro africano, proteger o filhote é palavra de ordem. Com pouco mais de 20 dias de vida, o pequeno já não vive exclusivamente no ninho e não recebe mais os alimentos no bico, regurgitados pela mãe. E, enquanto ele ganha as primeiras penas e ensaia pequenos saltos entre os puleiros, ela não mede esforços para escondê-los entre folhas de árvores e até mesmo debaixo das próprias asas.

Instinto

O ditado cara de um, focinho do outro parece ter sido feito para a labradora Diana e seus cinco filhotes recém-nascidos. Cópias fiéis da mãe, os pequenos cães ainda não abriram os olhos nem descobriram o mundo à sua volta. Mas nem por isso erram o caminho da sobrevivência. Cheios de instinto, eles acertam ao procurar pelo leite farto de Diana. A ninhada divide espaço com cerca de 60 cães no Canil Zuo’s, em Itabirito, na Região Central de Minas, e recebe atenção especial de uma outra mãe protetora, a cadela Minie, da raça Shar-Pei, e sua única cria, nascida há uma semana.

“Os cachorros são muito ligados aos filhotes. Além de amamentar o dia todo, a mãe tem cuidados essenciais para o crescimento do filho. É ela quem lambe os filhotes e os estimula a fazer xixi e cocô. É uma proteção bonita de se ver”, conta o dono do canil, Daniel Oliveira. Nos jardins do sítio em Itabirito, a natureza esbanja fertilidade e exuberância. Ao lado das ninhadas de cães, a égua Serena não cansa de amamentar a potrinha Brisa, com seis meses de vida, a vaca Risoleta vive cercada pela filha Violeta e até a porca Dorotéia, sem crias recentes, adotou o jovem Bacon, um porquinho que até tenta mamar nela.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Macacas cedem a chilique de filhotes por medo de apanhar, diz estudo

Cientistas britânicos e porto-riquenhos afirmam ter descoberto porque as macacas cedem ao chilique de seus filhotes.

Um estudo realizado com macacos resos na ilha Cayo Santiago, na costa de Porto Rico, sugere que as fêmeas são mais propensas a alimentar os filhos e a ceder aos chiliques dos pequenos quando o choro irrita estranhos ao redor.

Segundo a pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica "Proceedings of the Royal Society B.", a ameaça de violência desses outros macacos provoca a reação das macacas.

Assim como bebês humanos, os filhotes de macacos resos possuem um choro agudo que serve para chamar a atenção das mães, especialmente quando estão com fome.

Quando o choro é ignorado, o filhote faz cena e tem um "chilique" que acaba, muitas vezes, irritando estranhos que estejam por perto.

"O choro dos bebês macacos é agudo e irritante não apenas para a mãe, mas para outros animais em volta", disse o primatologista Stuart Semple, da Universidade de Roehampton, em Londres, responsável pelo estudo.

"Nós descobrimos que a resposta da mãe a esse choro é motivada pela reação de quem está presente no momento da cena", disse Semple.

Humanos

Segundo os resultados, as fêmeas são duas vezes mais propensas a ceder ao chilique e alimentar os bebês na presença de machos agressivos ou fêmeas dominantes do que quando há apenas animais menos dominantes ou mais conhecidos ao redor.

O estudo indica ainda que, apesar da pouca frequência de ataques, as macacas correm um risco 30 vezes maior de serem atacadas por outros primatas irritados quando o filhote está chorando do que quando os filhotes estão mais calmos.

"As mães são relutantes em ceder aos bebês, mas quando há animais dominadores por perto, que ameaçam tanto elas quanto os filhos, elas se sentem forçadas a ceder ao choro", explica Semple.

Os pesquisadores afirmam que, apesar de não terem realizado estudos comparativos em humanos, relatos sugerem que mães humanas também são mais propensas a ceder ao choro das crianças quando há estranhos irritados por perto.

"Quando eu falo com pais de crianças pequenas sobre essa pesquisa, eles entendem imediatamente e afirmam que já sentiram esse tipo de pressão externa quando os filhos estavam tendo um chilique em público", disse Semple à BBC.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Lealdade

Um cachorro foi visto no meio de uma avenida com muito trânsito cuidando de seu amigo que foi atropelado por um carro. Usando a pata, o cachorro tentava acordar seu amigo que estava morto...

O cachorro tentava empurrar seu amigo para fora da avenida. E quando alguma pessoa tentava ajudar, ele rosnava e afugentava os que se aproximavam dele...

Apesar do tráfego pesado, o cachorro não abandonava seu amigo...

Pobrezinho.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Chimpanzé adota tigres siberianos


Relações maternais entre espécies são um fenômeno observado comumente, mas poucos viram uma chimpanzé tomando conta de filhotes de tigre siberiano.

O furacão Hannah, quando passou pelo estado da Carolina do Sul, nos EUA, traumatizou os tigres adultos que passaram a agir de maneira muito agressiva, passando a ser foram considerados um perigo para os seus filhotes. Portanto estes dois filhotes de tigre siberiano tiveram que ser separados de seus pais e colocados junto com uma chimpanzé de dois anos que prontamente os adotou.

Como você poderá ver nas fotos a seguir, ela é uma mãe muito dedicada, que leva sua função a sério. Mas muitos têm dúvidas sobre o que ocorrerá quando a relação evoluir.








Fonte: Hypescience

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Ave também consegue se reconhecer no espelho, mostra pesquisa alemã

Trabalho foi feito com pegas, 'primas' dos corvos e das gralhas que vivem na Europa. Bichos tentavam retirar marca amarela das penas após enxergar seu próprio reflexo.

Um clube seleto, cujos associados se resumiam a poucos mamíferos altamente sociáveis e de cérebro avantajado, acaba de ser invadido por uma ave. Um trio de pesquisadores da Alemanha demonstrou que a pega-européia (Pica pica), prima das gralhas e dos corvos, também consegue se reconhecer no espelho. A capacidade, considerada um dos embriões da autoconsciência tão prezadas pelos seres humanos, comprova de vez a elevada inteligência dos corvídeos, como são conhecidos esses pássaros.

A pesquisa, publicada na revista científica de acesso livre "PLoS Biology", foi conduzida por Helmut Prior, da Universidade Goethe, e Ariane Schwarz e Onur Güntürkün, da Universidade do Ruhr em Bochum. Os três observaram o comportamento de cinco pegas criadas em laboratório, conhecidas como Gerti, Goldie, Schatzi, Lilly e Harvey.

Até hoje, a capacidade de se reconhecer no espelho havia sido demonstrada apenas entre grandes macacos (chimpanzés, bonobos e orangotangos), golfinhos e elefantes. O consenso entre os especialistas em comportamento animal -- ou etólogos, como são chamados -- é que, para ser capaz desse feito, a espécie em questão deve possuir um bom grau de empatia e de consciência social. Isso porque, ao entender com clareza a diferença entre si mesmo e o outro, um indivíduo automaticamente conseguiria criar uma autoimagem a ser reconhecida no espelho.

Marquinha

Testar esse tipo de capacidade não poderia ser mais simples. O primeiro passo, lógico, é colocar os bichos frente a frente com seu reflexo. Mas o teste definitivo envolve a colocação de uma marquinha artificial, preferencialmente de cor forte, no corpo do animal, num local que só pode ser visto com a ajuda do espelho. Se ele tentar tocar a "pinta" ou procurar retirá-la, é sinal de que conseguiu relacionar a presença da marca colorida com o seu próprio corpo. (Em chimpanzés, o mais usual é pintar o bicho com batom.)

No caso das pegas, os pesquisadores alemães usaram "pintas falsas" de cor amarela, não sem antes ver como os bichos reagiam ao espelho. Três deles mostraram estar começando a se reconhecer, indo para a frente e para a trás, agindo com curiosidade, diante da imagem, enquanto outros dois tentaram atacar ou até cortejar o "outro pássaro". (Entre chimpanzés, também não são todos os indivíduos que entendem a brincadeira.) E, finalmente, duas pegas também usaram o bico e as patinhas para tentar arrancar a falsa pinta.

Os pesquisadores sugerem que essa capacidade rara surgiu entre os corvídeos graças, acredite ou não, à necessidade de ficar um passo à frente dos ladrões. É que as pegas costumam guardar comida em lugares específicos para consumo posterior, ficando sempre de olho nos companheiros de espécies que viram a "estocagem" e poderiam roubá-las. Isso teria turbinado sua capacidade de assumir perspectivas e ter empatia -- justamente o necessário para se reconhecer no espelho.

Fonte: G1

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Golfinho selvagem ensina companheiros a andar na água

Cientistas acham que grupo pode ter desenvolvido hábito cultural.

Um golfinho selvagem está, aparentemente, ensinando seus companheiros a andar com a cauda, um comportamento normalmente apenas visto em animais que passaram por treinamento em cativeiro.

O grupo de golfinhos que andam com suas caudas foi visto na costa do sul da Austrália, perto de Adelaide.

Um deles, a fêmea Billie, passou algumas semanas em um local onde golfinhos são criados e adestrados 20 anos atrás, depois de ficar doente, e pode ter aprendido o truque no local.

Billie não recebeu treinamento no local, mas pode ter aprendido a se movimentar se apoiando sobre a cauda ao observar outros animais.

Agora, outras fêmeas do grupo também praticam o truque, raramente visto entre animais selvagens, e a dedução é que elas tenham aprendido com Billie.

Um dos cientistas envolvidos no projeto, Mike Bossley, da Whale and Dolphin Conservation Society (WDCS), Sociedade de Conservação de Baleias e Golfinhos em tradução livre, disse que o grupo ainda não conseguiu descobrir exatamente por que os animais têm esse hábito, mas que estão sendo feitas observações sistemáticas para determinar o que pode ter provocado o comportamento.

"Isso indica que eles aprendem um com os outros, o que não é uma surpresa, mas também parece demonstrar que eles exibem elementos do que, entre humanos, chamaríamos de um comportamento cultural", disse Bossley.

"Esse comportamento cultural é desenvolvido em grupos e passado entre os indivíduos, acabando por definir esses grupos, e inclui uma forma de linguagem ou dança. E parece que esses golfinhos podem ter desenvolvido o hábito de andar com a cauda como um comportamento cultural", completou.

A transmissão "cultural" de idéias e conhecimentos já foi documentada em macacos, e golfinhos do oeste da Austrália são conhecidos por ensinar os mais jovens a usar esponjas para coletar comida.

Fonte: Plugpet News

terça-feira, 1 de julho de 2008

Por que é que os cães abanam o rabo?

É muito comum ouvir dizer que se um cão está abanar o rabo é porque ele está feliz e afetuoso.
Bem, isso nem sempre é verdade.

Os cães abanam o rabo porque estão em conflito. Eles querem ficar e sair de perto ao mesmo tempo. Eles estão felizes e nervosos ou apreensivos. Estão curiosos e com medo.

Para podermos entender como isso ocorre, vamos ver alguns exemplos observados no encontro de cães com cães e de cães com humanos.

Quando os filhotes estão a mamar na mãe e começam a abanar o rabo como loucos, o conflito de sentimentos reside no fato de que eles querem (e precisam) ficar juntos à teta da mãe e ao mesmo tempo estão muito próximos dos irmãos, que sendo "competidores" no acesso ao alimento lhes causam medo.

Fome x Medo = Rabo a Abanar

Quando um cão avista outro cão e fica excitado, ele começa a abanar o rabo. O conflito está na curiosidade em investigar o outro e a apreensão por uma possível agressividade. Reparem que quando um cão é mais submisso, o seu abanar de rabo será feito com movimentos largos e o rabo em si não estará totalmente em pé. Quanto maior o medo do cão, mais baixo ele manterá seu rabo. Pelo contrário, cães agressivos e dominantes abanam o rabo em movimentos curtos e rápidos, quase parados e totalmente erectos.

Quando um cão abana o rabo pela chegada do seu dono ao lar, ele demonstra novamente um conflito entre a alegria e excitação em rever o dono e uma pontinha de apreensão já que eles nos vêm como os líderes do grupo, do qual a sobrevivência deles depende.

Outro aspecto no facto dos cães abanarem o rabo é a mensagem olfactiva que eles estão a enviar. Os cães possuem glândulas anais que são capazes de emanar odores muitas vezes imperceptíveis aos nossos narizes, mas sem dúvida nenhuma, bastante significante para os cães e seus mecanismos de comunicação.

Um abanar de rabo na posição erecta irá aumentar de forma dramática a libertação destes odores, exactamente como fazem os cães que são confiantes.

Fonte: AAAP

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Ensinando Gatos (em inglês)



Sim, você também pode ensinar seu gato!

terça-feira, 25 de março de 2008

Ensinando a sentar

Coloca-se a mão esquerda sob o queixo do cão e levanta-se-o como se o fizesse olhar para cima, para nós.

Para olhar para cima, a posição mais confortável para o cão é sentada e o cão senta-se quase que instintivamente. Assim que ele assumir a posição "sentado" deverá ser sobejamente premiado.

Aos poucos diminuiremos essa ajuda, na medida em que formos percebendo que ele começa a sentar-se para receber o elogio.

Bem rapidamente, e até por interesse, o cão verá essa relação como uma brincadeira e ficará olhando para você como se estivesse esperando o próximo passo.

E a brincadeira é dar cinco ou seis passos e parar, olhando para o cão e esperando que ele se sente.

Se você mentalizar...: como é, não vai sentar? O que você está esperando para sentar? Senta vamos!

Ficará surpreso com a resposta.

Os cães têm uma percepção extra-sensorial tão intensa que fica um pouco difícil de acreditar e, aqueles que acreditam, não o revelam por não quererem se passar por loucos. *

Entretanto, quando você pensa em sair com seu cão, quase que como por encanto, ele chega antes no lugar onde você guarda a coleira.

Seu cão fará sempre exatamente o que você espera dele. Se você achar que ele não vai fazer... ele não o fará. Dessa forma nós induzimos, mentalmente, o cão ao erro por estarmos sempre pensando negativamente: ... eu acho que ele não vai conseguir....

Espantosamente, se começarmos a confiar mais em nosso cão ele corresponderá imediatamente.

Bruno Tausz
Cinófilo e Etólogo - Rio de Janeiro - RJ

Fonte: saudeanimal.com.br


*Concordo plenamente com o autor sobre mentalizar, tanto com os bichinhos como com humanos, porém nós não nos permitimos perceber isso.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Por que cães se reconhecem cheirando a "traseira" do outro?

Quem tem cachorro já deve ter reparado. Pode até parecer uma atitude estranha e um pouco embaraçosa, mas quando ele sai para passear e encontra seus amiguinhos, uma das primeiras coisas que ele faz é cheirar a “traseira” do outro animal. Mas qual é a razão para eles terem essa atitude?
O cachorro possui duas glândulas próximas do ânus que liberam um odor que é responsável pelo reconhecimento entre os bichos. Ou seja, esse costume seria uma espécie de “olá” por parte dos cães.
Também através do odor, o seu pet pode perceber medo, alegria e demais sentimentos dos outros animais.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Vira-latas 'são mais inteligentes que cães com pedigree'

Um estudo realizado na Universidade de Aberdeen e de Napier, na Escócia, sugere que cachorros vira-latas são mais inteligentes do que os cães de raça com pedigree.

A pesquisa aplicou sete testes, inclusive de QI, em 80 cachorros. Os animais foram avaliados pelo desempenho nos testes e recebiam nota de até 30 pontos.

A média entre os os vira-latas foi de 20 pontos, contra 18 dos cães de raça pura. De acordo com os cientistas, os vira-latas apresentam melhor noção de espaço e resolvem problemas com mais facilidade do que os cachorros com pedigree.

O estudo indica ainda que dos dez cachorros que apresentaram melhor desempenho nos testes, sete eram vira-latas.

"Ser um cachorro de raça pura não melhora a inteligência", diz David Smith, que liderou o estudo. "O risco de ter problemas médicos também diminui para os vira-latas", afirma.

Testes

Em um dos testes, os cientistas escondiam um osso embaixo de uma lata para observar se os cães conseguiam identificar que o objeto ainda existia.

Em outro teste, os cachorros tiveram que encontrar a saída de um labirinto.
O cachorro mais inteligente foi uma mistura das raças Collie e Spaniel, que atingiu nota máxima em todos os testes.

O segundo lugar foi ocupado por quatro cães com raças misturadas: uma mistura de Labrador com Spaniel, outra de terrierr Jack Russell com Cocker Spaniel, um Pastor Alemão com Labrador e uma Lhasa Apso com Poodle.

Smith aponta ainda que, na média, os filhotes que tinham a raça Collie na mistura eram mais inteligentes que outros cachorros vira-latas. Segundo ele, os resultados demonstram que a polícia deveria treinar cães vira-latas e não confiar apenas nos pastores alemães de raça pura.

Fonte: G1

Objetos confundem e despertam "paixão" de animais

Alguns animais desenvolvem estranhas paixões por objetos. É o caso de um polvo que, recentemente, se tornou a principal atração de um aquário no sul da Inglaterra. Apegou-se a um brinquedo que ganhou de presente no Natal a tal ponto que se torna agressivo quando os funcionários ameaçam retirá-lo do tanque.

Caso semelhante ocorreu em Müenster, na Alemanha, onde um cisne negro se apaixonou por um pedalinho. O caso intriga biólogos que acreditam que o cisne foi criado em cativeiro e posto em liberdade já em idade adulta, o que explicaria o seu comportamento estranho.

O cisne, chamado Petra, se apegou tanto ao pedalinho que, ao contrário das demais aves, se negou a emigrar para o sul com a chegada do inverno. Os dois - animal e brinquedo - acabaram sendo transportados para o zoológico da cidade.

Nem a aproximação de outros animais da mesma espécie fez Petra esquecer o namorado de plástico. Ele acabou sendo rejeitado pelas demais aves. Até quando teve que passar por uma cirurgia na pata, foi necessário que o pedalinho o acompanhasse até o local onde passou a recuperação.

Uma loja virtual apostou na “fraqueza” animal por objetos inanimados e passou a oferecer uma boneca de borracha no formato de cachorro com a qual os animais podem satisfazer seus desejos sexuais, segundo o blog gizmodo.com.

O corpo da “Hotdoll” (nome da boneca em inglês) é feito de um material plástico e coberto por uma camada gelatinosa de 1 cm de espessura, que cria uma sensação de maciez.

Fonte: Terra Notícias

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Cão na piscina: como ensiná-lo a nadar sem traumas

O verão está aí: sol, piscina... Mas e o cachorro, onde fica nessa? Ele pode entrar na piscina também? É só colocá-lo na água e deixá-lo nadar? Ele já sabe ou precisa ensinar? Você vai descobrir tudo isso agora!


Não empurra!

Nadar é uma ótima atividade física para os cachorros: fortalece a musculatura e a maioria adora! Mas isso não significa que você deve enfiar o cão de qualquer jeito e a qualquer custo dentro da água.

Se você nunca tivesse entrado numa piscina na sua vida, ia querer ser empurrado de uma vez pra dentro dela? Claro que não, né? Portanto, primeira lição: não jogue o cachorro na água de jeito nenhum! Ele pode ficar traumatizado pra sempre ou até se afogar. Ao perceber, de repente, que não tem onde apoiar as patas e com a água atrapalhando a respiração, o cão tende a se desesperar. Tudo isso somado ao cansaço pode resultar num afogamento.

Para o seu cachorro nadar e brincar com você dentro da piscina, acostume-o aos poucos a essa nova atividade. Embora a grande parte dos cães aceite bem exercícios aquáticos, o seu cachorro só vai gostar de nadar se isso estiver associado a alguma coisa muito bacana.

Como fazer isso?
Podemos começar a ensinar o cão a nadar desde filhotinho, depois de ele ter tomado todas as vacinas. Para que tudo dê certo, o cachorro precisa ficar com vontade de entrar na água. Um bom jeito de incentivá-lo é jogar na piscina um petisco ou um brinquedo pra ele buscar. Ver um cachorro conhecido nadando ou você chamá-lo de dentro da água também pode servir de estímulo.

Mesmo depois de o cão ter entrado na piscina, continue dando petiscos a ele. É uma ótima estratégia para mantê-lo motivado e sem medo.

Tô perdido!!!!

Alguns cães, quando estão na água, não sabem pra que lado ir. Batem as patas pra cima, como se quisessem sair da piscina, não movem o corpo pra frente... ou seja, não saem do lugar!!! Nesse caso, antes que o cachorro se canse demais e acabe se traumatizando, mostre pra ele como fazer. Para tanto, segure firme o animal, com o corpo pra frente na posição horizontal, e solte-o na direção certa.

Atenção: se você não sabe nadar ou fica inseguro quando está dentro da água, peça ajuda de uma pessoa que se vire bem dentro da piscina ou de um especialista em comportamento animal pra te ajudar no treinamento.

Sem saída

É fundamental ficar de olho no cachorro durante todo processo e estar preparado para socorrê-lo se for necessário. Até mesmo porque, normalmente, as piscinas não têm recursos para os cães saírem sozinhos da água. Quase nenhum cão consegue deixar a piscina por aquela escadinha que estamos acostumados.

Cachorro molhado

Depois da natação, seque bem as orelhas do cachorro, pois a umidade pode causar otite. E pra quem já está acostumado a nadar com o cão no mar, aí vai uma dica importante: logo após a diversão, lave seu companheiro com água doce pra não causar irritação nem alergia.

Fonte: PlugPet News