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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Governo dos EUA é processado por não proteger morsas do Alasca

Um grupo de conservação do Alasca quer que o governo dos EUA inclua as morsas do Pacífico na lista de espécies ameaçadas.

O centro de diversidade biológica está processando o U.S. Fish and Wildlife Service (unidade do departamento do interior dos Estados Unidos que é dedicado a preservar a vida selvagem) por não ter previsto a proteção às morsas na lei ambiental que fiscaliza espécies criticamente ameaçadas de extinção.

O mesmo grupo que está lutando pela preservação desses animais no Alasca foi responsável pela inclusão dos ursos polares à lista dos animais ameaçados. O grupo também arquivou petições para proteger as focas do Ártico.

As morsas estão ameaçadas pelo aquecimento global, que dissolve o gelo do mar do Ártico. Segundo o instituto The National Snow and Ice Data Center, o verão de 2008 atingiu o segundo nível mais baixo de quantidade de gelo desde que o monitoramento via satélite começou em 1979, totalizando 1,7 milhão de quilômetros quadrados.

O ano de 2008 perde apenas para o 1,6 milhão de quilômetros quadrados registrados no ano anterior. Com isso, animais marinhos como as morsas são colocados em risco.

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Tartarugas recebem dinheiro dos EUA, mas continuam em perigo de extinção

De casco duro, envergonhadas e um pouco cansadas do mundo, a tartaruga do deserto de Mojave nem parece uma das espécies ameaçadas de extinção com que o governo dos Estados Unidos mais gasta dinheiro, segundo fontes da agência de notícias Associated Press.

Entre 1996 e 2006, mais de US$ 93 milhões foi gasto na manutenção da vida destes animais. Esse valor é maior do que o gasto para outras espécies, como a dos ursos cinzentos e das águias americanas.

De casco duro, envergonhadas e um pouco cansadas do mundo, a tartaruga do deserto de Mojave nem parece uma das espécies ameaçadas de extinção com que o governo dos Estados Unidos mais gasta dinheiro, segundo fontes da agência de notícias Associated Press.

Entre 1996 e 2006, mais de US$ 93 milhões foi gasto na manutenção da vida destes animais. Esse valor é maior do que o gasto para outras espécies, como a dos ursos cinzentos e das águias americanas.

Fonte: Folha Online


terça-feira, 25 de novembro de 2008

Extinção e desmatamento ameaçam dispersão de sementes

Há 15 mil anos, as sementes do jatobá eram dispersas por mamíferos que foram extintos com a chegada do homem à América. Para substituí-los, a cutia, uma dispersora secundária da planta, passou lentamente a assumir essa função. Mas como o desmatamento e o risco de extinção de animais podem afetar essa relação hoje? Um estudo do professor Mauro Galetti, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), busca uma resposta para a questão. A equipe de Galetti está montando um banco de dados sobre a interação de animais frugívoros (que comem frutas) com os vegetais da Mata Atlântica e de Bonito (MS).

Segundo Galetti, a dispersão de sementes é um fenômeno da natureza que ocorre desde a época dos dinossauros, que foram os primeiros dispersores. Hoje, são os animais frugívoros - aves, mamíferos e peixes - que comem a polpa dos frutos, engolem as sementes e devolvem-nas à terra por meio das fezes. Assim, elas podem brotar e garantir a continuidade da espécie. "Apenas 10% das plantas utilizam os fatores abióticos (chuvas, ventos e rios) na dispersão", afirma Galetti. "90% delas aproveitam os animais frugívoros."

Acooperação é essencial para que as plantas mantenham determinadas espécies de animais na região. Os animais dependem das plantas para se alimentar, e elas deles para se reproduzir. Segundo Galetti, a relação é ameaçada pelo desmatamento e pelo risco de extinção de animais como a anta, monos-carvoeiros e cutias. "Ao contrário do que ocorreu com os dinossauros, os animais estão desaparecendo de forma brusca na natureza, e muitas espécies de plantas não conseguem dispersar suas sementes. Sem essa dispersão, a floresta não tem como se regenerar."

Com caderneta de campo e binóculo, o pesquisador observa os animais que dispersam e os que predam as sementes. O método observacional é aplicado em duas regiões: em matas de encosta fragmentadas na Mata Atlântica, que sofrem grande impacto com a caça de animais, e em áreas fragmentadas de florestas secas do estado de São Paulo. Os pesquisadores comparam o impacto do desmatamento no processo predatório e na dispersão nos dois ecossistemas. "Além da perda de dispersores, observamos um crescimento no número de predadores de sementes, como pombas ou esquilos", aponta Galetti.

Para montar o banco de dados, os pesquisadores estão catalogando cerca de 1400 espécies de plantas da Mata Atlântica para verificar os processos de dispersão em diferentes tipos de árvores e relacioná-los com as características típicas da região (clima e solo), que determinam as espécies de animais locais. Segundo Galetti, as primeiras conclusões do estudo revelam que a maioria das áreas analisadas precisa sofrer interferência humana para manter a biodiversidade. "Algumas espécies vegetais não têm mais seus dispersores, que desapareceram da região ou foram extintos", explica. "O impacto é um efeito-dominó que já atinge várias camadas da cadeia alimentar."

Cristina Souto

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

SP tem 436 espécies de animais ameaçados de extinção

SÃO PAULO - Apos dez anos, a secretaria estadual de Meio Ambiente atualizou a lista dos animais ameaçados de extinção no estão de São Paulo. São 435 espécies que correm risco de desaparecer em pouco tempo, se nada for feito. O número corresponde a 17% do total de espécies vertebradas existentes no estado. A lista classifica os animais em 'Criticamente em Perigo', com mais chances de desaparecer; seguidas por 'Em Perigo' e 'Vulnerável', que embora apresentam risco não estão em situação crítica.

A lista traz também espécies com dados insuficientes para serem classificadas entre as que estão em risco. São 161 espécies pouco estudadas e conhecidas, que não se sabe a condição delas na fauna paulista.

- Esta lista mostra que devemos melhorar nossas pesquisas sobre estas espécies - disse o secretário do Meio Ambiente, Xico Graziano.

Segundo a lista, em 1998, o mico-leão-preto aparecia entre as espécies "Criticamente em Perigo". Agora, graças aos esforços de conservação, sua avaliação melhorou e ele foi classificado como "Em Perigo". Isto não garante que a espécie esteja salva. A meta é retirar a mesma da lista da fauna ameaçada. Este macaco da espécie Leontopithecus chrysopygus é visto nos municípios de Teodoro Sampaio e Gália.

Para o secretário, a fiscalização é essencial para salvar as espécies ameaçadas.

- Muita gente não sabe que comprar um papagaio, por exemplo, é um crime - diz Graziano.

Além da divulgação da lista, o secretário assinou uma resolução que transfere para o estado de São Paulo a gestão dos recursos da fauna. O licenciamento ambiental de atividades de manejo da fauna, antes atribuição do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) agora passa a ser responsabilidade do governo paulista. Criação de animais em cativeiro também é uma atividade que agora passa a ser autorizada pelo estado. É a primeira vez que um Estado brasileiro assume esse compromisso sobre sua fauna silvestre.

Segundo ele, equipes da Polícia Militar Ambiental, do Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais e pesquisadores terão que redobrar o trabalho para garantir que a fauna de São Paulo fique protegida.

Fonte O Globo

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Homem pré-histórico iniciou extinção de grandes animais, diz estudo

Washington, 11 ago (EFE).- O homem foi o principal responsável pela extinção dos animais gigantes durante a pré-história, e não a mudança climática, afirma um estudo divulgado hoje pelo periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences".

A pesquisa, realizada por cientistas britânicos e australianos, diz que a principal evidência dessa teoria são os gigantescos cangurus e outros marsupiais que habitaram a ilha da Tasmânia, que na época era ligada ao sul da Austrália.

Acreditava-se que, há cerca de 43 mil anos, quando o homem chegou à região, esses grandes animais já tinham sido extintos.

No entanto, o estudo apresentado nesta segunda-feira constatou que os gigantescos cangurus da Tasmânia ainda existiam quando os humanos começaram a povoar a região.

Os resultados das análises com carbono 14 mostraram que esses animais sobreviveram até pelo menos 41 mil anos atrás e por cerca de dois mil anos desde a instalação dos primeiros assentamentos humanos na ilha.

Segundo os pesquisadores, o fato de o clima na Tasmânia não ter mudado de forma dramática nesse período é outra evidência de que essas espécies foram extintas devido à caça excessiva.

"O argumento de que a mudança climática foi a causa de uma extinção em massa perdeu força de modo considerável", declara Chris Turney, cientista da Universidade de Exeter (Reino Unido) e principal autor do estudo.

Os pesquisadores explicam ainda que o exemplo da Tasmânia é aplicável a outras partes do mundo.

Fonte: G1

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Restingas do Rio abrigam uma das aves mais ameaçadas do mundo

RIO - Uma das aves em maior risco de extinção de toda a Terra tem como único refúgio uma das áreas do estado do Rio de Janeiro mais ameaçadas por invasões e especulação imobiliária, informa a edição desta quarta-feira do jornal "O Globo". Conhecido como com-com ou formigueiro-do-litoral (Formicivora littoralis), esse passarinho é a única ave exclusiva de restinga do Brasil. Ele vive nos cada vez menores bosques à beira-mar e é encontrado somente na faixa que vai de Saquarema ao início de Búzios, em especial na Restinga de Massambaba. (Foto abaixo)

Da preservação da Massambaba - a mais peculiar e rica das restingas do Sudeste - depende a sobrevivência da espécie. Dono de cores discretas - tons de negro (macho) e marrom (fêmea) - o com-com mede cerca de 12 cm. Uma criatura pequena com imensos problemas, destino incerto de quem disputa espaço com loteamentos, condomínios e banhistas em algumas das praias mais bonitas do estado.

O formigueiro-do-litoral foi descoberto só nos anos 90 e ainda se sabe muito pouco sobre ele. Sequer o tamanho exato da população é conhecido, mas qualquer redução fará diferença para uma espécie de habitat tão restrito.

Fonte: O Globo

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Portugal - Último felino selvagem corre risco de extinção

O gato-bravo, o último felino selvagem existente em Portugal, corre o risco de extinção devido à influência humana no seu habitat, situação que se agravou com a descoberta de indícios de hibridação com gatos domésticos.

A situação deste carnívoro de pequeno porte está a ser estudada pelo Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), onde está a ser desenvolvido um projeto inédito de identificação genética de gatos selvagens, que permite fazer a distinção com os domésticos.

Depois da extinção do lince ibérico, o gato-bravo é o último felino selvagem existente em Portugal, tendo a sua população vindo a decrescer ao longo dos anos, principalmente devido à destruição do seu habitat.

"O problema é que o gato selvagem não é uma espécie mediática, como o lince ibérico, pelo que ninguém sabe qual a sua distribuição real no território português", afirmou Pedro Monterroso, investigador do CIBIO, unidade de investigação da Universidade do Porto que funciona nas instalações de Vairão, Vila do Conde.

No mesmo sentido, Paulo Célio Alves, que coordena a equipa de investigadores que se dedica ao gato selvagem, lamentou «um quase total desconhecimento» desta espécie, que se admite existir em todo o país, mas em número cada vez menor.

A verdade é que é difícil distinguir à vista os gatos selvagens dos domésticos, pelo que a equipa liderada por Paulo Célio Alves tratou de "arranjar ferramentas" que facilitem a distinção, recorrendo a técnicas moleculares.

O projecto liderado pela investigadora Rita Oliveira, iniciado em 2003, já permitiu identificar vários marcadores moleculares que possibilitam a distinção entre os gatos selvagens e os domésticos apenas com a análise de amostras, evitando a necessidade dos animais terem que ser apanhados e manuseados.

O problema da hibridação foi detectado neste trabalho, quando os investigadores descobriram quatro animais híbridos entre os 28 gatos selvagens recolhidos para análise.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ritmo de extinção de espécies de animais é dez mil vezes maior que o natural

O número de animais da Terra tem sido reduzido num ritmo dez mil vezes maior do que o natural. De 1970 a 2005, o mundo sofreu uma redução de um terço da diversidade animal devido à ação humana, como mostra matéria publicada nesta sexta-feira no jornal O Globo. Os dados estão no "Índice do Planeta Vivo", produzido pela Sociedade Zoológica de Londres e as organizações ambientalistas WWF e Global Footprint Network.

Como as grandes forças naturais, a exemplo de quedas de asteróides e erupções vulcânicas cataclísmicas, o homem se transformou numa força capaz de alterar a vida na Terra. De acordo com o relatório, o planeta não via nada assim, desde a grande onda de extinção há 65 milhões de anos, que varreu 90% das formas de vida e pôs fim à era dos dinossauros. Acredita-se que ela tenha sido provocada pela queda de um asteróide.

Segundo o "Índice do Planeta Vivo", as espécies terrestres tiveram um declínio de 25%, as marinhas de 28% e as de água doce, 29%. As aves marinhas tiveram uma taxa particularmente alta de extinção: as populações de numerosas espécies declinaram 30% desde meados dos anos 90.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Lagarto azul à beira da extinção

No parque natural da Ilha Górgona vive o anole azul, Anolis gorgonae, que é, pelo menos do que se conhece, o único lagarto verdadeiramente todo azul.

Este réptil, que para muitos é um verdadeiro acidente da natureza, é endémico desta ilha colombiana e pode estar a desaparecer. Os motivos deste acontecimento não são totalmente conhecidos, mas foram já enviados investigadores para o terreno para tentar perceber o que se está a passar e tentar inverter a situação.

Nesta ilha funcionou, durante mais de trinta anos, uma prisão de segurança máxima que foi encerrada em meados dos anos oitenta. Nessa altura, o desmatamento e a captura de animais fizeram-se sem qualquer regra, factores esses que deverão ter criado desequilíbrios no ecossistema que nunca foram ultrapassados, o que constitui um dos motivos apontados para o desaparecimento progressivo da espécie.

Estes animais são muito esquivos, o que torna ainda o trabalho mais complicado para os investigadores. Normalmente, vivem no topo das árvores e só as fêmeas é que se deslocam até ao chão para pôr ovos, pelo que não foi possível até agora fazer um recenseamento fiável desta população de anole azul.

Outro dos problemas que parece estar a afectar estes animais é o comportamento dos turistas que todos os dias desembarcam nas ilhas, transportando consigo espécies invasoras e provocando ainda maiores desequilíbrios neste frágil ecossistema.
Aparentemente, outras espécies estão a conseguir adaptar-se melhor a estes acontecimentos e o seu desenvolvimento é próspero em termos numéricos, o que não acontece com os lagartos azuis.

Fonte: PlugPet News