Pele de animais
Antes de serem postos no mercado, produtos como cremes de beleza, sabonetes, detergentes, medicamentos e até curativos precisam ser avaliados para se ter certeza de que eles são compatíveis com a pele humana ou se suas fórmulas poderão causar alergias e irritações.
Hoje esses produtos são inicialmente testados em animais, antes de serem avaliados na pele de voluntários. É certo que seria muito mais seguro para todos se eles pudessem ser testados em modelos sintéticos que reproduzissem mais adequadamente a textura, a consistência e a composição da pele humana.
Fabricação de peles artificiais
Isto agora está mais perto de se tornar realidade, graças a um sistema totalmente automatizado para a fabricação de peles artificiais de dupla camada.
Atualmente as empresas conseguem produzir apenas peles artificiais formadas por um único tipo de célula e esta produção é extremamente reduzida e cara. A oferta mundial não supera as 2.000 unidades de minúsculas peças de pele artificial por mês.
"Graças ao desenvolvimento de nosso instituto, os pesquisadores agora têm acesso a um modelo de pele que consiste de duas camadas com diferentes tipos de células. Isto nos dá uma cópia quase perfeita da pele humana, de um tipo que dá mais informações do que qualquer outro disponível no mercado," diz o pesquisador Jörg Saxler, do Fraunhofer Institute, na Alemanha.
Linha de produção automatizada
Além de permitir a fabricação de produtos de beleza mais seguros e eficazes, o novo método de fabricação de pele artificial deverá diminuir a necessidade de experiências com animais, que vêm enfrentando críticas crescentes por parte da sociedade.
A técnica de criação da pele artificial de dupla camada já era dominada e havia sido testada com sucesso. Contudo, seu processo de fabricação é extremamente complexo, o que inviabilizava sua execução em escala industrial.
Esse processo agora foi totalmente automatizado e robotizado, tornando o processo contínuo, do isolamento das amostras de tecidos que serão cultivados até a embalagem das peles artificiais totalmente prontas.
Pele para transplantes
Mas as indústrias cosméticas e farmacêuticas não são as únicas interessadas na nova linha de produção automatizada de pele artificial. Na medicina dos transplantes, os cirurgiões têm constante necessidade de tecidos saudáveis para substituir partes da pele destruídas por queimaduras ou em cirurgias plásticas.
As peles artificiais produzidas pelo novo equipamento ainda não são adequadas para os transplantes porque elas não possuem um sistema de vascularização, por meio do qual o sangue possa chegar às diversas partes do tecido.
Mas os engenheiros já estão trabalhando em um modelo integral da pele humana que deverá incluir até mesmo os vasos sanguíneos. Ainda não há previsão sobre a disponibilidade dessa nova tecnologia.
Fonte: Diário da Saúde
terça-feira, 16 de junho de 2009
Pele artificial substituirá animais nos testes de cosméticos
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Descoberto "elo perdido" entre foca e antepassado terrestre
Concepção artística mostra como seria a "foca de quatro patas", possível ancestral terrestre das focas O fóssil de um tipo de "foca de quatro patas", apresentado como o elo perdido na evolução de alguns mamíferos terrestres para os animais marinhos carnívoros atuais, foi encontrado no Ártico canadense, anunciou nesta quarta-feira uma equipe de cientistas do Canadá.
O esqueleto deste animal, de 110 cm de largura do focinho à calda, foi descoberto no local de um antigo lago formado em uma cratera de meteorito na ilha Devon, no território canadense de Nunavut, a 1,5 mil km do Pólo Norte. A descoberta, de cerca de 20 a 24 milhões de anos, é o fóssil mais antigo de um pinípede (mamíferos marinhos de vida anfíbia, como as focas, os leões marinhos e as morsas), indicaram os cientistas. O relatório será divulgado nesta quinta-feira na revista científica Science.
Os cientistas recuperaram 65% do esqueleto desse animal, de crânio parecido com o de uma foca e corpo similar ao de uma nútria, e cuja conservação foi favorecida pelos sedimentos do antigo lago de água doce. Esta descoberta "mudou nosso conhecimento de como e onde ocorreu a evolução desse animal", disse Natalia Rybczynski, paleontóloga do Museu da Natureza canadense e chefe da equipe de cientistas.
"Sabíamos que os pinípedes descendiam de um antepassado terrestre, mas não tínhamos ideia de como havia ocorrido essa transição da terra para o mar", indicou. Segundo a cientista, a descoberta, realizada em 2007, refuta a teoria que prevalecia até agora, segundo a qual as focas eram originárias da costa noroeste da América do Norte.
Também leva a crer que as focas possuem grandes olhos para caçar na escuridão do inverno ártico, e não para enxergar melhor nas profundezas do mar, como se pensava. A "foca de quatro patas" foi batizada Puijila darwini, com a associação de uma palavra que significa jovem mamífero marinho em inuktitut, língua dos esquimós, com o nome do pai da teoria da evolução, Charles Darwin.
Darwin havia mencionado a existência de "uma forma animal de transição entre a terra firme e o mar" em seu livro "A origem das espécies", publicado há 150 anos, destacou a equipe científica em um comunicado.
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sábado, 25 de abril de 2009
Banho químico extrai DNA de organismos sem destruí-los
Nova técnica permite extrair DNA sem destruir o inseto, como acontece com a prática tradicional
O DNA antigo pode ser uma ótima ferramenta para o estudo da evolução, da diversidade e de outros assuntos, mas sua obtenção pode ser complicada. Quando os antigos organismos são insetos pequenos, a retirada de um pouco de DNA pode significar a destruição total ou parcial deles. Agora, uma equipe de cientistas mostrou que é possível extrair DNA de um espécime de inseto de quase 200 anos, sem destruí-lo. Eles colocam os insetos de molho.
Eske Willerslev e Philip Francis Thomsen, da Universidade de Copenhague, e colegas usaram uma solução chamada tampão de digestão, cuja receita havia sido previamente desenvolvida. Vinte espécimes de besouro de museus, os mais antigos datados de 1820, foram imersos na solução por 16 horas e então retirados e secados, com seus exoesqueletos e outras características intactos. Os ácidos nucléicos na solução restante foram separados.
Em um artigo no periódico online de acesso livre PLoS ONE, os pesquisadores relatam que todos os 20 espécimes produziram seqüências de DNA mitocondrial utilizáveis. Acredita-se que o tampão de digestão penetre nos exoesqueletos através da boca, dos orifícios respiratórios e de outras características anatômicas, e através dos orifícios feitos quando os espécimes são fixados para exibições.
A técnica teve menos êxito com restos de besouros mais antigos - congelados no permafrost por dezenas de milhares de anos. Apenas três das 14 amostras produziram DNA utilizável. Mas os pesquisadores tiveram mais sucesso com sedimentos não-congelados e menos antigos de uma caverna - com cerca de 1,8 a 3 mil anos de idade. Eles obtiveram seqüências de DNA de um besouro e uma mariposa ou borboleta.
The New York Times
Tradução: Amy Traduções
Fonte: Terra
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Boneca feita com células vivas poderá substituir modelos animais
Dois cientistas japoneses construíram uma boneca feita inteiramente de células vivas de câncer de fígado, numa demonstração que pode abrir alternativas inéditas para o desenvolvimento de medicamentos de forma mais eficaz e sem o uso de modelos animais.
Shoji Takeuchi e Yuya Morimoto, da Universidade de Tóquio, criaram microbolhas onde as células cancerosas se aglomeram graças à ação de um colágeno. A seguir, as microbolhas foram utilizadas para a construção da boneca de demonstração.
Modelo celular tridimensional
A boneca mede 5 mm de altura e 2 mm de espessura, criando uma plataforma tridimensional para o teste de medicamentos de forma mais parecida com as condições reais do câncer no organismo humano.
Em sua montagem foram utilizadas 100.000 microbolhas com células vivas, cada microbolha medindo 100 micrômetros de diâmetro. A boneca "permaneceu viva" por 24 horas.
Substituição dos animais de laboratório
O formato de boneca foi escolhido apenas para demonstrar as possibilidades que a nova técnica oferece em substituição aos modelos animais e aos testes in vitro. Mas as microbolhas de células podem ser utilizadas para a montagem de estruturas em qualquer formato.
Graças à atuação do colágeno, a boneca de células vivas pode ser manipulada normalmente com uma pinça, sem o risco de se quebrar.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Diversidade de pelo de animais foi causada pelo homem
MADRI - O ser humano é o responsável pela diversidade de cor e pelas manchas no pelo dos animais domésticos, não existente nos indivíduos selvagens das espécies, cuja pelagem é uniforme e serve de camuflagem.
Em artigo publicado no último número da PLoS Genetics, cientistas das universidades de Uppsala, Suécia, e de Durham, Reino Unido, explicam que o homem selecionou de forma ativa e proposital os animais com pelagens curiosas.
A equipe de pesquisadores chegou a esta conclusão após estudar as mutações no gene MC1R, que controla a cor do pelo, em porcos selvagens e domesticados da Europa e da Ásia.
As mutações genéticas são um processo natural que permite a evolução das espécies e que pode se originar de forma aleatória ou pela influência do ambiente, pela exposição a produtos radioativos, por exemplo.
Ao longo de milhares de anos, os porcos selvagens experimentaram mutações no gene MC1R. Algumas delas não surtiram efeito na pelagem e outras tiveram variação.
Como a cor escura permite que se camuflem com o ambiente, aqueles indivíduos que nasceram com uma cor do pelo diferente ficavam mais propensos a desaparecer, porque os predadores os encontravam mais facilmente.
Quando a mudança era prejudicial para a espécie, não se perpetuava, e os porcos selvagens continuam tendo cor escura e uniforme hoje em dia.
Apesar de os pesquisadores terem localizado mutações no gene MC1R de porcos selvagens atuais, a mudança não se traduz em modificações da pelagem, ou seja, a mutação é silenciosa.
No entanto, no caso dos porcos domésticos, as variações encontradas no gene determinavam, na maioria dos casos, uma grande variedade de manchas, faixas e cores na pelagem.
Fonte: Efe
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Contato com cães libera hormônio ligado ao amor
Os pesquisadores descobriram que quando donos de cachorros brincam com os animais, liberam um hormônio ligado à sensação existente no cuidado infantil. Chamado de oxitocina, o hormônio está associado ao sentimento de amor, amizade e paixão, atenuando o estresse e a depressão. A descoberta foi feita por estudiosos da Universidade de Azuba, no Japão, que recrutaram 55 pessoas. Os voluntários tiveram os níveis de oxitocina da urina analisados 30 minutos após brincarem com seus animais de estimação. Os cientistas também verificaram a influência do contato visual dos proprietários de cães na liberação do hormônio. Nos testes, metade dos voluntários permaneceu cerca de 20 minutos sem poder olhar diretamente para seus bichos, Em seguida, eles puderam olhar nos olhos dos seus animais. Após o experimento, os cientistas constataram que o nível de oxitocina dos voluntários havia aumentado em cerca de 20% apenas dois minutos e meio após voltarem a ter contato visual com seus bichinhos. Com base na avaliação, Takefumi Kikusui - que realizou a pesquisa em parceria com o biólogo Miho Nagasawa -, disse que um aumento no nível do hormônio poderia explicar porque brincar com cães pode melhorar o humor e até mesmo atenuar os sintomas de ansiedade e depressão. Acredita-se que a oxitocina pode ter desempenhado um papel fundamental na domesticação de cães e lobos, cerca de 15 mil anos atrás. "A razão que me fez essa investigação é porque eu sou um grande amante de cachorros e senti que algo muda no meu corpo quando eu estou em contato com meu cão", afirmou Kikusui. "Talvez durante o processo evolutivo, seres humanos e cães tenham vivido juntos para compartilhar experiências sociais, tais como o contato visual e gestual. É por isso que cães podem adaptar-se à sociedade humana", complementou o cientista. Um estudo anterior descobriu que os seres humanos aumentam os níveis de oxitocina ao olharem para fotografias de pessoas queridas com mais freqüência. Fonte: Terra Notícias
Adotar um cão como animal de estimação é semelhante a ter filhos, afirmam cientistas. As experiências emocionais vividas pela companhia dos cachorros são equivalentes às da paternidade, segundo aponta uma pesquisa publicada na última edição da revista Hormones and Behaviour. As informações são do jornal britânico Telegraph.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Peixe desenvolve espelho nos olhos para ver no escuro
Cientistas da Alemanha e da Grã-Bretanha descobriram que uma espécie de peixe que vive no fundo do Oceano Pacífico é o único animal vertebrado que desenvolveu espelhos para enxergar.
O peixe, Dolichopteryx longipes, já era conhecido há 120 anos, mas nunca havia sido capturado vivo.
No ano passado, cientistas da Universidade de Tübingen, na Alemanha, conseguiram pegar uma espécime viva nos litorais do arquípélago de Tonga.
Testes confirmaram que o animal utiliza os espelhos para captar e concentrar luz em seus olhos, segundo artigo publicado pelos pesquisadores na revista espeicalizada Current Biology.
Luminosidade
"Em quase 500 milhões de anos de evolução dos vertebrados, esta é a primeira vez, pelo que se sabe, que um animal resolveu com espelhos o principal desafio óptico que todos os olhos enfrentam - o de formar uma imagem", disse Julian Partridge, da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, que realizou os testes com o peixe.
O animal parece ter quatro olhos, mas tecnicamente, possui apenas dois - cada um se divide em duas partes conectadas.
Uma das partes dos olhos aponta para cima, ajudando o peixe a capturar os fracos feixes de luz que vêm da superfície do mar, cerca de mil metros acima.
A outra parte parecem "calombos" nas laterais da cabeça, e apontam para baixo.
"Como a mil metros de profundidade há muito pouca luz, esse peixe se adaptou para conseguir captar o máximo possível dessa luminosidade", explicou Partridge.
"O que ele faz é procurar flashes da luz bioluminescente de outros animais. Assim ele sabe da presença desses animais, principalmente abaixo da sua barriga vulnerável."
Os espelhos são formados de lâminas minúsculas, provavelmente compostas de cristais de guanina e dispostas em camadas.
"O uso de espelhos deve oferecer a este peixe uma vantagem enorme nas profundezas do mar, onde a capacidade de perceber o mínimo de luz pode fazer a diferença entre comer e ser comido", disse o cientista.
Fonte: BBC Brasil
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sábado, 22 de novembro de 2008
Filhos de porca fosforescente brilham como a mãe
Uma porca transgênica com várias partes de seu corpo fosforescentes deu à luz dois leitões que herdaram esta característica após o cruzamento com um macho comum, anunciou hoje o responsável da pesquisa, elaborada por uma universidade da província chinesa de Heilongjiang.
As patas, os focinhos e as línguas dos dois leitões, que fazem parte de uma ninhada de onze, brilham no escuro, assim como ocorre com sua mãe, explicou Efe Liu Zhonghua, diretor da pesquisa realizada na Universidade de Agricultura Nordeste.
"Isto significa que a tecnologia para reproduzir porcos transgênicos através da transferência nuclear somática (transferência de material genético de uma célula a um óvulo) amadureceu", acrescentou.
O experimento começou no final de 2006, quando os cientistas criaram três porcos, entre eles a mãe dos filhotes, com partes de seu corpo capazes de brilhar no escuro. Para isso, eles injetaram nos embriões uma proteína procedente de medusas, uma das poucas espécies fosforescentes do reino animal.
Segundo Liu, o nascimento demonstra que os animais transgênicos "são normais", pois se reproduzem e transmitem o gene implantado geneticamente a seus descendentes. Isto terá uma aplicação prática, primeiro na própria espécie, pois permitirá criar porcos "com uma carne mais nutritiva".
Mas também representa grandes esperanças para o ser humano no campo dos transplantes ou da resistência às doenças, segundo o cientista. A China defende a pesquisa da tecnologia transgênica porque acredita que, no caso das espécies vegetais, pode ajudar a garantir a provisão alimentar, e nos animais, a lutar contra doenças humanas hereditárias.
Fonte: EFE
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Lei que restringe uso de animais como cobaias está no Diário Oficial
Brasília - Estão na edição de hoje (9) do Diário Oficial da União os procedimentos para o uso científico de animais. De acordo com a Lei n.º 11.794, apenas instituições de ensino superior e estabelecimentos de educação profissional técnica de nível médio da área biomédica poderão usar animais em experiências científicas.
São consideradas atividades de pesquisa científica, segundo a norma, as relacionadas com ciência básica, ciência aplicada, desenvolvimento tecnológico, produção e controle da qualidade de drogas, medicamentos, alimentos, imunobiológicos. Não são atividades de pesquisa as práticas zootécnicas relacionadas à agropecuária.
A legislação cria também o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), que tem como finalidade fiscalizar o cumprimento das regras, credenciar instituições para criação ou utilização de animais em ensino e pesquisa científica, monitorar e avaliar a introdução de técnicas alternativas que substituam a utilização de animais em ensino e pesquisa.
As instituições que desrespeitarem a lei estão sujeitas a multa de R$ 5 mil a R$ 20 mil.
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
Quando um animal de estimação não é o melhor amigo do homem
Hamsters, iguanas, ouriços-caxeiros e tartarugas podem ser sinónimo de perigo quando há crianças em casa... basta por exemplo que estes não lavem as mãos. Os especialistas alertam para o elevado risco de infecções nos mais pequenos.
Se por um lado ter um animal em casa é uma alegria, por outro expor crianças a alguns companheiros de quatro patas menos comuns pode resultar em infecções graves. Quem o diz é um estudo da Academia Americana de Pediatras, que concluiu que as crianças com menos de cinco anos não devem ter contacto com animais exóticos, à partida inofensivos, como é o caso dos hamsters e das tartarugas.
Os investigadores alertam para o perigo inerente a répteis, roedores e macacos, "animais menos tradicionais mas que se estão a tornar cada vez mais comuns" nas famílias norte-americanas. Desde 2002 o número de animais exóticos nos Estados Unidos duplicou, havendo pelo menos quatro milhões e meio de lares com iguanas como animais de estimação.
Para as crianças pequenas o contacto com estes animais pode ser prejudicial, uma vez que o sistema imunitário nessas idades ainda está em desenvolvimento. "Muitos pais claramente não percebem os riscos de infecção que estes animais transportam", afirma o médico Larry Pickering, um dos autores do estudo. "Por vezes basta afagar um animal e a seguir tocar na boca e nos olhos sem lavar as mãos para se ficar doente".
Por exemplo, tanto os ouriços-caxeiros (foto) como os hamsters contém germes que podem causar diarreia forte, febre e dores de estômago. As iguanas também são mencionadas, uma vez que onze por cento das infecções com salmonelas em crianças provêm do contacto com este animal.
Com algumas precauções, como por exemplo lavar as mãos com regularidade, estes bichos podem ser bons companheiros de casa, ressalvam os especialistas. Contudo, deixam o conselho: antes de comprar um animal exótico pergunte a um veterinário os perigos inerentes.
Por Paula Cosme Pinto
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Fugindo de cientistas, rato quebra "recorde" de natação
Londres - Um rato que nadou 400 metros em mar aberto para encontrar novo território impressionou cientistas da Nova Zelândia. Eles colocaram um rastreador por rádio no roedor e acompanharam os movimentos dele em uma pesquisa para entender melhor o movimento das pragas e como elas invadem pequenas ilhas.
O animal foi solto na ilha desabitada de Motuhoropapa, mas os pesquisadores não conseguiram capturá-lo ao fim do projeto. A equipe neozelandesa disse à revista Nature que o rato finalmente apareceu na ilha de Otata, nas proximidades, depois de nadar 400 metros.
James Russel, da Universidade de Auckland, e os colegas dele, disseram que este pode ser o recorde de distância para um rato nadando em mar aberto.
"Ratos de esgoto, supostamente, podem nadar 600 metros, mas que tenhamos conhecimento, este é o recorde de um rato nadando centenas de metros em mar aberto", disseram eles.
Ao todo, o rato ficou solto por 18 semanas, mas ele foi provavelmente morto em uma armadilha com carne de pingüim.
Extinção
Espécies invasivas são uma das principais causas de extinção de animais, perdendo apenas para mudanças no habitat. Os roedores, em particular, já provocaram danos em muitas pequenas ilhas em todo o mundo.
Eles são predadores de aves nativas, caçando os filhotes e comendo os ovos, além de destruir ninhos. Eles também competem com as espécies nativas por sementes, insetos e plantas para alimentos.
A experiência mostra que é extremamente difícil erradicar essas pragas uma vez que elas se estabelecem. O rato desta pesquisa, em particular, escapou de várias armadilhas, iscas e até de cães farejadores.
A equipe afirma que as infestações de roedores são ainda mais difíceis de eliminar quando elas ocorrem em pequeno número, possivelmente porque os animais não competem por alimentos.
Manter o controle sobre as pragas invasivas é uma luta constante para as autoridades da Nova Zelândia. As ilhas desabitadas Noises (Motuhoropapa e Otata), ao nordeste do país, foram invadidas por ratos de esgoto pelo menos seis vezes entre 1981 e 2002.
Fonte: Fonte: BBC Brasil
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terça-feira, 30 de setembro de 2008
Utilização de animais em pesquisas gera polêmica
Ana Maria, da Sgopa, diz que velocidade em que assunto é votado é suspeita: “Atende interesses da indústria farmacêutica”
Comemorado por cientistas e lamentado por militantes protecionistas, projeto de lei que estabelece critérios para utilização de animais em pesquisas científicas obteve aprovação do Congresso Nacional. A chamada Lei Arouca foi votada no dia 9 de setembro no Senado. Na segunda-feira passada, 22, seguiu para sanção presidencial, pois também recebeu parecer favorável na Câmara.
Caso aprovado na íntegra pelo presidente da República, experiências com cobaias serão permitidas exclusivamente em instituições de ensino superior e técnico na área biomédica. Nos testes de medicamentos de uso humano será obedecida uma espécie de escala. Primeiro serão realizados em ratos, depois em animais de grande porte, como cães e macacos. Experimentos em seres humanos poderão ser feitos somente depois desse processo.
Apesar dos 15 anos que transitou entre Câmara e Senado, a Sociedade Goiana de Proteção aos Animais (Sgopa) considera curto o prazo para discussões sobre o tema. Segundo a presidente da entidade, Ana Maria de Morais, o processo de aprovação da lei acelerou no Congresso Nacional em agosto. “Essa velocidade é suspeita e atende aos interesses da indústria farmacêutica. Não tem como analisar um projeto dessa envergadura em tão pouco tempo”, revela.
Ela conta que todos os senadores da República foram contatados na tentativa de agendar reuniões. Somente Arthur Virgílio (PSDB-AM) respondeu aos e-mails. Entidades protetoras de animais de todo País tentaram adiar a votação com o intuito de aprofundar debates.
Ana Maria defende o uso de técnicas alternativas em testes científicos. Como exemplo, cita a indústria de cosméticos da Europa, que aboliu a utilização de animais na cadeia de produção. A partir de março de 2009, os experimentos da área realizados nos países que compõem a União Européia (UE) não poderão mais usar cobaias.
Empresas brasileiras do setor, como Natura e O Boticário, afirmam que já não usam animais nas pesquisas. De 1999 a 2002, UE investiu cerca de 80 milhões de euros em projetos com testes alternativos. O objetivo foi evitar o uso de 9 mil animais em experiências.
As discussões sobre o uso de cobaias em pesquisas aumentaram em Goiás em junho deste ano. No dia 14, fotos do canil da Faculdade de Medicina da UFG circularam pela internet e causaram revolta nos movimentos de proteção. O local fotografado estava sujo e os cachorros – usados em experimentos da instituição –, magros, com sarnas e aparentemente doentes. Militantes acusaram a universidade de maus-tratos e levaram representação ao Ministério Público Estadual.
A UFG se defendeu por meio de nota de esclarecimento. Nela, afirmou que o canil funciona sob supervisão de médico veterinário e obedece às normas da Superintendência de Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado de Goiás e do Conselho Regional de Medicina Veterinária.
A comunidade científica argumenta que não há técnicas ou métodos alternativos para todos os processos de experimentação. Além disso, os poucos que existem têm alto custo. “É impossível fazer testes sobre alergias no computador, por exemplo”, afirma a a professora Ekaterina Rivera.
Por Alfredo Mergulhão
da editoria de Cidades
Fonte: PlugPet News
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
Homem pré-histórico iniciou extinção de grandes animais, diz estudo
Washington, 11 ago (EFE).- O homem foi o principal responsável pela extinção dos animais gigantes durante a pré-história, e não a mudança climática, afirma um estudo divulgado hoje pelo periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences".
A pesquisa, realizada por cientistas britânicos e australianos, diz que a principal evidência dessa teoria são os gigantescos cangurus e outros marsupiais que habitaram a ilha da Tasmânia, que na época era ligada ao sul da Austrália.
Acreditava-se que, há cerca de 43 mil anos, quando o homem chegou à região, esses grandes animais já tinham sido extintos.
No entanto, o estudo apresentado nesta segunda-feira constatou que os gigantescos cangurus da Tasmânia ainda existiam quando os humanos começaram a povoar a região.
Os resultados das análises com carbono 14 mostraram que esses animais sobreviveram até pelo menos 41 mil anos atrás e por cerca de dois mil anos desde a instalação dos primeiros assentamentos humanos na ilha.
Segundo os pesquisadores, o fato de o clima na Tasmânia não ter mudado de forma dramática nesse período é outra evidência de que essas espécies foram extintas devido à caça excessiva.
"O argumento de que a mudança climática foi a causa de uma extinção em massa perdeu força de modo considerável", declara Chris Turney, cientista da Universidade de Exeter (Reino Unido) e principal autor do estudo.
Os pesquisadores explicam ainda que o exemplo da Tasmânia é aplicável a outras partes do mundo.
Fonte: G1
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sexta-feira, 8 de agosto de 2008
DNA de 'cão salsicha' dá pista para tratar cegueira
Uma mutação genética no 'cão salsicha' pode oferecer pistas para uma forma de cegueira genética em humanos, de acordo com um estudo de pesquisadores americanos e noruegueses.
Eles conseguiram isolar um gene do DNA de cães da raça dachshund que havia sido parcialmente danificado em cães afetados por distrofias cone-bastonete, que afetam esses dois tipos de célula presentes na retina.
Distrofias ou displasias de cone e bastonete são relativamente raras em cães e se restringem a algumas raças. Em humanos, podem se iniciar logo na infância.
Em um primeiro momento, a perda das células da retina pode levar à "cegueira diurna", na qual a visão em lugares claros é prejudicada. Ao longo do tempo, o problema pode evoluir para a cegueira total.
No estudo, publicado na revista científica Genome Research, os cientistas isolaram parte do DNA dos dachshunds e, em particular, o gene NPHP4, que havia tido uma parte "apagada" em animais afetados.
O gene está associado a uma combinação de deficiências nos rins e fígados em seres humanos, disse o coordenador do estudo, o pesquisador Frode Lingaas, da Escola Norueguesa de Ciências Veterinárias.
"Nos cães dachshunds, encontramos uma mutação que afeta apenas os olhos, sugerindo que este gene pode estar relacionado a pacientes humanos com doenças oftalmológicas", afirmou.
Segundo ele, a descoberta pode ter aplicações tanto para uso veterinário quanto para uso em humanos.
Em cães, abre a possibilidade de testes genéticos para eliminar determinados distúrbios através do cruzamento de animais.
Em humanos, poderia apontar caminhos para o tratamento de distrofias de cones e bastonetes através do uso de genes, a geneterapia.
Fonte: BBC
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
Animais na placenta
Usando imagens de exames de ultra-som e computação gráfica, os criadores do documentário britânico Animals in the Womb (Animais na Placenta) retratam gestações de três espécies.
Acima, um feto de golfinho de oito semanas.
Acima, imagem gerada por computação gráfica de um feto de cão.
=)
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segunda-feira, 2 de junho de 2008
Genoma do ornitorrinco confirma que o animal é ave, réptil e mamífero
PARIS (AFP) — Estudos sobre o genoma do ornitorrinco, o estranho animal com pele, pêlos, bico de pato, rabo de castor e patas com membranas, revelaram que o animal é, ao mesmo tempo, réptil, pássaro e mamífero, segundo um relatório publicado pela revista Nature em sua edição desta quinta-feira.
A espécie de 40 cm de comprimento faz parte da família dos monotremados: a fêmea produz leite para alimentar os filhotes e são ovíparos. Sua pele é adaptada à vida na água e o macho possui um veneno comparável ao das serpentes.
"O genoma do ornitorrinco (Ornithorhyncus anatinus), assim como o próprio animal, apresenta um amálgama de características que pertencem a um réptil ancestral e são derivadas de mamíferos", segundo os pesquisadores. Alguns dos 52 cromossomos, ligados às características sexuais, correspondem também a aves.
"Esta mistura fascinante dos traços no genoma do ornitorrinco traz muitos indícios sobre o funcionamento e a evolução de todos os genomas de mamíferos", afirma em um comunicado o principal autor do estudio, Richard Wilson, diretor do Centro de Genoma da Universidade de Washington.
De fato, se compararmos seu genoma ao de outros mamíferos "seremos capazes de estudar os genes que foram conservados durante a evolução", explica.
O ornitorrinco é "único", uma vez que manteve características de répteis e mamíferos, especificidade que a maioria das espécies perdeu ao longo da evolução, lembra por sua vez Wes Warren, da mesma universidade.
O seqüenciamento do genoma do ornitorrinco foi realizado com uma fêmea, batizada de Glennie, que vive na Austrália. Equipes de oito países participaram da pesquisa, entre os quais Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra e Espanha.
Ao longo da análise, os cientistas compararam o genoma de Glennie ao de homens, cachorros, ratazanas, gambás e galinhas: o ornitorrinco compartilha 82% de seus genes. Este animal conta com 18.500 genes, dos quais dois terços também aparecem no homem.
O ornitorrinco nada com olhos, ouvidos e narinas fechados, guiando-se graças a receptores sensoriais em seu bico para detectar os campos elétricos emitidos por suas presas. Além disso, a fêmea não possui tetas para amamentar os filhotes - estes sugam o leite que sai da pele da mãe, como os marsupiais.
Fonte: AFP
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terça-feira, 6 de maio de 2008
Cães Clonados
Apresento-vos o Toppy, o Toppy, o Toppy, o Toppy, o Toppy e o Toppy, seis cães clonados...até no nome. No final de 2007, nasceram 7 cachorros clonados em Incheon, na Coreia do Sul, mas apenas estes seis passaram nos testes genéticos e mostraram ser exatamente iguais ao seu pai, um Golden Retriver. Toppy, o nome dos seis irmãos, é o diminutivo de Tomorrow's Puppy, ou cachorro do futuro.
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Cães ajudam a desenvolver sistema imunológico das crianças
PARIS — Cientistas descobriram que o melhor amigo do homem é também a melhor companhia para as crianças, já que a convivência com cachorros durante a infância ajudaria no desenvolvimento do sistema imunológico dos pequenos contra asma e alergias.
Joachim Heinrich, do Instituto de Epidemiologia do Heimholtz Centre, em Munique, Alemanha, coordenou uma pesquisa com mais de 3.000 crianças, cuja saúde foi monitorada de perto do nascimento até os seis anos de idade.
Exames de sangue mostraram que crianças que convivem com cachorros dentro de casa apresentavam menos risco de desenvolver sensibilidade a pólen, poeira e outros agentes alergênicos inaláveis - que costumam servir de gatilho para asma, rinite alérgica, eczemas e espirros - do que crianças sem cães.
Heinrich acredita que a exposição, na infância, aos germes introduzidos no ambiente doméstico pela pelagem dos cachorros pode estimular o amadurecimento do sistema imunológico. Em outras palavras, as defesas do corpo não iniciam um processo alérgico se forem expostas de repente a poeira, pólen e outros gatilhos.
Por mais estranho que pareça, no entanto, os benefícios registrados em relação aos anticorpos das crianças menores não aparecem em termos de sintomas, segundo a pesquisa.
Crianças pequenas com cães em casa se mostraram tão suscetíveis à asma e outros problemas quanto crianças sem cachorros.
"Ainda não ficou claro por quê isso acontece", disse Heinrich à AFP, afirmando que a razão poderia estar relacionada ao fato de que os benefícios protetores podem aparecer somente quando as crianças estão mais velhas. Outros avanços aparecerão quando elas completarem 10 anos.
O estudo foi publicado no European Respiratory Journal, da Sociedade Respiratória Européia (ERS).
Mais pesquisas serão necessárias para entender por quê os cachorros parecem proporcionar essa proteção às crianças antes que a presença dos animais seja recomendada formalmente, comentou Heinrich.
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
Crocodilos podem guardar segredo sobre super antibiótico
Uma equipa de bioquímicos americanos da McNeese State University in Lake Charles, no Louisiana, está neste momento empenhada em perceber por que motivo os crocodilos conseguem combater graves ferimentos com grande facilidade, estando expostos a condições que infectariam qualquer outro animal, podendo levar à sua morte.
De acordo com os resultados já apresentados, numa conferência da Sociedade Americana de Química, a resposta parece estar em alguns péptidos (resíduos de proteína) presente nos glóbulos brancos destes velhos sobreviventes do tempo dos dinossáuros.
Nas investigações laboratoriais foi já possível concluir que esses péptidos combatem um largo espectro de bactérias, mesmo algumas das estirpes mais resistentes que, ao longo dos anos, se têm fortalecido e mostrado enorme capacidade de adaptação aos medicamentos que têm aparecido no mercado, conseguindo sempre superar a ação destes.
Este tipo de bactérias é extremamente resistente e são aquelas que provocam um grande número de infecções hospitalares, criando grandes dificuldades aos médicos, que tentam por todos os meios ao seu dispor combatê-las.
Estes péptidos parecem ser também eficazes no tratamento de outras doenças, nomeadamente certas infecções virais, mas para já estas descobertas são apresentadas com alguma reserva, já que o tempo tem demonstrado que é necessário fazer muita investigação até se poderem comprovar e pôr em prática novos tratamentos. Ainda assim muitas vezes, depois de longos anos, os resultados acabam por não ser aquilo que se esperava.
Fonte: bicharada.net
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Marcadores: Ciência, Répteis e Anfíbios
quinta-feira, 10 de abril de 2008
NanoViricides inicia testes em animais de fármaco contra o HIV
A companhia farmacêutica NanoViricides anunciou que irá dar início a testes preliminares em animais com HivCide-I, a terapêutica proposta pela farmacêutica contra a doença.
Os estudos irão ser conduzidos pela Krishna Menon, uma autoridade de renome internacional em estudos toxicológicos e pré-clínicos de novas terapêuticas, esperando-se que os resultados iniciais surjam na segunda semana de Maio de 2008.
"Esta é a prova do nosso estudo principal, e irá ser amplamente expandida com um estudo que irá ser realizado por uma instituição de pesquisa do Governo no final do ano", afirmou Anil Diwan, presidente da NanoViricides.
Pedro Santos
Fontes: Pharmaceutical business review
Fica a dúvida pra se pensar, esta notícia é boa ou ruim?
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