Uma mutação genética no 'cão salsicha' pode oferecer pistas para uma forma de cegueira genética em humanos, de acordo com um estudo de pesquisadores americanos e noruegueses.
Eles conseguiram isolar um gene do DNA de cães da raça dachshund que havia sido parcialmente danificado em cães afetados por distrofias cone-bastonete, que afetam esses dois tipos de célula presentes na retina.
Distrofias ou displasias de cone e bastonete são relativamente raras em cães e se restringem a algumas raças. Em humanos, podem se iniciar logo na infância.
Em um primeiro momento, a perda das células da retina pode levar à "cegueira diurna", na qual a visão em lugares claros é prejudicada. Ao longo do tempo, o problema pode evoluir para a cegueira total.
No estudo, publicado na revista científica Genome Research, os cientistas isolaram parte do DNA dos dachshunds e, em particular, o gene NPHP4, que havia tido uma parte "apagada" em animais afetados.
O gene está associado a uma combinação de deficiências nos rins e fígados em seres humanos, disse o coordenador do estudo, o pesquisador Frode Lingaas, da Escola Norueguesa de Ciências Veterinárias.
"Nos cães dachshunds, encontramos uma mutação que afeta apenas os olhos, sugerindo que este gene pode estar relacionado a pacientes humanos com doenças oftalmológicas", afirmou.
Segundo ele, a descoberta pode ter aplicações tanto para uso veterinário quanto para uso em humanos.
Em cães, abre a possibilidade de testes genéticos para eliminar determinados distúrbios através do cruzamento de animais.
Em humanos, poderia apontar caminhos para o tratamento de distrofias de cones e bastonetes através do uso de genes, a geneterapia.
Fonte: BBC
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
DNA de 'cão salsicha' dá pista para tratar cegueira
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Rodrigo
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Marcadores: Ciência
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Bocejo de humanos contagia cães, diz estudo
O ato de bocejar é reconhecidamente contagioso, mas agora cientistas demonstraram que cães de estimação também podem se contagiar pelo gesto.
Uma equipe do Birkbeck College, da Universidade de Londres, sugeriu que copiar este ato é um sinal de empatia das mascotes com os donos.
Bocejar, embora às vezes constitua uma resposta a estresse intenso, é mais freqüentemente um sinal de cansaço; mas a razão por que o ato é contagioso ainda não foi totalmente explicada.
Evidências indicam que indivíduos autistas são menos inclinados a bocejar em resposta ao bocejo alheio, sugerindo que o "contágio" revela, na verdade, certa empatia entre as pessoas, explicou o cientista Atsushi Senju.
A equipe de pesquisadores realizou testes com 29 cães, animais conhecidos por sua habilidade em reconhecer comportamentos sociais humanos, e relatou as conclusões na revista científica Biology Letters.
Foram criadas duas situações, cada uma com cinco minutos de duração. No experimento, uma pessoa estranha ao cão sentava em frente ao animal e o chamava pelo nome. Só após um primeiro contato visual o estranho bocejava.
Na segunda situação, repetia-se o mesmo procedimento, mas desta vez o estranho apenas abria e fechava a boca, sem bocejar. De acordo com Senju, esta foi uma preocupação para se certificar de que o cão não estava apenas respondendo a abrir e fechar da boca.
Empatia
Segundo os resultados da pesquisa, 21 dos 29 cães observados bocejou logo após o estranho - em média 1,9 vez. Em contraste, nenhum cão bocejou quando o estranho não o fez.
Para os pesquisadores, estes resultados constituem uma primeira evidência de que cães têm capacidade de estabelecer empatia com humanos.
"Cães têm uma capacidade especial de ler a comunicação humana. Respondem quando apontamos e quando sinalizamos", disse Senju.
Em seu artigo, os cientistas explicaram que a explicação é tão antiga quanto o início da relação entre homens e cães, há cerca de 15 mil anos.
Segundo eles, os animais foram escolhidos para a domesticação não apenas por suas orelhas espertas e o 'olhar pidão', mas porque são dóceis e obedientes.
Os resultados do novo estudo sugerem que a empatia entre espécies é outro traço que pode explicar as razões para a longa relação dos cãezinhos com seus donos.
Fonte: BBC Brasil
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Restingas do Rio abrigam uma das aves mais ameaçadas do mundo
RIO - Uma das aves em maior risco de extinção de toda a Terra tem como único refúgio uma das áreas do estado do Rio de Janeiro mais ameaçadas por invasões e especulação imobiliária, informa a edição desta quarta-feira do jornal "O Globo". Conhecido como com-com ou formigueiro-do-litoral (Formicivora littoralis), esse passarinho é a única ave exclusiva de restinga do Brasil. Ele vive nos cada vez menores bosques à beira-mar e é encontrado somente na faixa que vai de Saquarema ao início de Búzios, em especial na Restinga de Massambaba. (Foto abaixo)
Da preservação da Massambaba - a mais peculiar e rica das restingas do Sudeste - depende a sobrevivência da espécie. Dono de cores discretas - tons de negro (macho) e marrom (fêmea) - o com-com mede cerca de 12 cm. Uma criatura pequena com imensos problemas, destino incerto de quem disputa espaço com loteamentos, condomínios e banhistas em algumas das praias mais bonitas do estado.
O formigueiro-do-litoral foi descoberto só nos anos 90 e ainda se sabe muito pouco sobre ele. Sequer o tamanho exato da população é conhecido, mas qualquer redução fará diferença para uma espécie de habitat tão restrito.
Fonte: O Globo
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terça-feira, 5 de agosto de 2008
Gata desabrigada de 20 kg encontrada nos Estados Unidos
BLACKWOOD, EUA - Uma gata de 20 quilos foi encontrada andando por Voorhees, New Jersey, no domingo, 27, sem uma coleira, e funcionários de um abrigo animal esperam que ela consiga um bom lar.
"Ela é grande como um jogador de futebol americano", disse Deborah Wright, voluntária do abrigo que está tomando conta do animal. "Eu quero dizer, como você pode perder um gato de 20 quilos?!"
Funcionários chamaram a gata de "grande princesa".
O maior gato já conhecido pesava pouco mais de 21 quilos. Ele vivia na Austrália e morreu na década de 1980. O Guinness Book, o livro dos recordes, eliminou a categoria desde então, com medo que donos dos animais prejudicassem seus mascotes, tentando quebrar o recorde.
O dono da princesa deve aparecer até sábado para pegá-la de volta. Após esse prazo, a gata poderá ser adotada.
Wright pretende falar com um veterinário para colocar a gata em uma dieta. Por enquanto, ela come apenas comida para gatos.
"Estou quase colocando uma coleira nela e saindo para andar", disse. "Ela poderia se passar por um cachorro!"
Fonte: PlugPet News
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Marcadores: Mundo
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Pet shops se transformam em negócio de R$ 4 bilhões
Quem tem um animal de estimação em casa ou faz planos para ter um talvez não saiba que o mercado de animais de estimação, incluindo rações, acessórios e outros itens, movimentou somente no ano passado mais de US$ 4 bilhões no Brasil. A paixão pelos bichos gerou crescimento de 12% na indústria e comércio de produtos voltados para pequenos animais em 2007. A estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfal Pet) é de que já existam no País 31 milhões de cães e 15 milhões de gatos, números que colocam o Brasil como segundo maior mercado do mundo em número de animais de estimação.
A ascensão do segmento motivou o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em Goiás a firmar com uma série de parceiros um pacto que dá início ao “Projeto Serviços Veterinários e Pet Shops”. Gestora do Sebrae, Giovana Antônia Cláudio, responsável pelo projeto, explica que a iniciativa tem como objetivo geral melhorar o gerenciamento e a lucratividade das empresas de Serviços de Saúde Veterinária e Pet Shops, respeitando critérios técnico-sanitários e zelando pelo bem-estar animal. Ela acrescenta que durante as oficinas de revisão do projeto foi constatado que entre as grandes dificuldades dos empresários do setor estão na ineficiência da gestão empresarial, na falta de qualificação da mão-de-obra e na desarticulação do setor, contemplados no foco estratégico do projeto.
Para atingir os objetivos, estão previstas ações de capacitação empresarial e da mão-de-obra, marketing e produção de material publicitário/educativo, ações que estimulem a posse responsável, compras conjuntas, participação em feiras, congressos e eventos, dentre outras. A parceria foi firmada na última quarta-feira, 9, por meio da assinatura do Acordo de Resultados com os parceiros do projeto. Entre os parceiros estão o Conselho de Medicina Veterinária (CRMV) de Goiás, os Centros de Controle de Zoonozes das cidades de Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia, Universidade Federal de Goiás (UFG) e Faculdades Objetivo.
Os empresários poderão dar início à execução do projeto assim que o cronograma de ações for concluído. Os recursos para custear o projeto são do Sebrae Nacional e Estadual, das entidades parceiras e das empresas beneficiadas. Está previsto orçamento financeiro de R$ 1.320.000,00 para os anos de 2008, 2009 e 2010. Em alguns Estados brasileiros, como São Paulo, mais da metade das moradias têm pelo menos um cachorro de estimação, ou seja, os cães estão presentes em 52,5% das casas.
A gerente do Pet Shop Bicho e Mania, Márcia Vicente Filho, trabalha no segmento há cinco anos e afirma que a procura pelos bichos de estimação está sempre em alta. “O que chama a atenção é que quando o cliente gosta do animal não se importa tanto com os preços, que às vezes são altos”, diz. Ela comenta que grande parte dos compradores de cães, gatos e outros animais que vão ao estabelecimento também levam acessórios dos mais variados, sempre com o objetivo de garantir conforto e comodidade aos filhotes. Márcia compara a relação dos clientes que compram os pelos pequenos animais como a de pai para filho. “Parece que estão levando enxoval para um bebê recém-nascido”, completa.
A gerente explica que tem animais para todos os gostos e bolsos. Alguns, segundo ela, como o filhote do cão bull dog inglês, que custam mais de R$ 3 mil. Entre os animais mais procurados na loja está o cão da raça shitizu. Um filhote custa entre R$ 1 mil e R$ 1,8 mil e a são vendidos até 50 deles por mês. “O mercado de cães em Goiânia é muito grande, pois todos os que compram os filhotes voltam para levar rações, vacinas e acessórios periodicamente”, acrescenta. E a indústria do setor investe em criatividade para manter aquecidas as vendas. Já é possível encontrar nos pet shops produtos como protetor solar, roupas íntimas, chicletes e até chocolates para cães.
Renato Rodrigues
Fonte: Jornal Hoje Notícias
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Marcadores: Pet Shop
sábado, 2 de agosto de 2008
Meia Amazônia Não!
Querem desmatar metade da Amazônia.
Assine contra o projeto de lei que ameaça as florestas brasileiras em meiaamazonianao.org.br
Uma iniciativa do Greenpeace
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Marcadores: Meio Ambiente
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Peixe faz o trabalho de pedicure em salão de beleza nos Estados Unidos
Clientes do salão de beleza em Alexandria, nos Estados Unidos, durante tratamento com os peixes (Foto: Jacquelyn Martin/AP)Depois das cobras massagistas do spa de Israel, é a vez dos peixes-pedicure de Virgínia, nos Estados Unidos.
Há quatro meses um spa da região vem utilizando a técnica que consiste em colocar os pés das clientes em uma banheira povoada por pequenos peixes.
Eles são conhecidos como "garra rufa" e são considerados uma alternativa higiênica para a tarefa de limpeza dos pés.
Segundo John Ho, que administra um salão de beleza junto com sua mulher, mais de 5 mil pessoas já passaram pelos beliscões dos peixes. "É um ótimo tratamento para todos que querem ter um pé saudável", diz ele.
John diz que os peixes são uma opção mais higiênica que as navalhas e outros instrumentos de corte geralmente utilizados nos salões. Essa espécie de peixe, também conhecida como "peixe doutor", começou a ser utilizada na Turquia e se tornou popular em alguns países asiáticos.
Os melhores
Tracy Roberts, de 33 anos, soube da novidade por um programa de rádio. "É a melhor pedicure que eu já tive", diz ela, que passou a recomendar o serviço às amigas. Ela diz que, pela primeira vez, conseguiu eliminar os calos do pé. Mas os peixes não fazem o trabalho sozinhos. Depois de um banho de 15 a 30 minutos na banheira dos peixes, o cliente é tratado por uma pedicure "comum", que tem o serviço facilitado pelo "trabalho sujo" dos peixes.
Os banhos custam US$ 35 por 15 minutos e US$ 50 por 30 minutos. Cada tanque individual abriga cerca de 100 peixes.
do G1
Fonte: Animais - Notícias e Artigos
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