domingo, 8 de novembro de 2009

Por que os cachorros correm atrás do próprio rabo?

Você já deve ter flagrado alguma cena de cachorro correndo atrás do próprio rabo

Se você tem um cachorro de estimação, provavelmente já deve ter flagrado alguma cena do animalzinho correndo atrás do próprio rabo, em círculos. Mas você já parou para pensar qual a razão dessa atitude?
De acordo com Rubia Burnier, veterinária e terapeuta de animais, há mais de uma justificativa para esse comportamento, algumas até preocupantes para a saúde do bicho. Uma das explicações, conforme a especialista, seria a percepção de que correr em círculos desperta a atenção do dono. "O cachorro pode transformar isso numa estratégia", diz Rubia.

Também por tédio ou falta de estimulação ambiental, cães com forte instinto de caça podem canalizar essa necessidade não realizada "caçando o próprio rabo", explica a veterinária.

Outra possibilidade é a tentativa de aliviar algum desconforto presente na região do ânus ou do rabo, como pulgas, dermatites ou inflamações da glândula paranal. O mais preocupante, porém, é se o cão sofrer de estresse e desenvolver comportamentos compulsivos, segundo Rubia. "Alguns chegam a morder e mutilar o próprio rabo. Nesse caso, o dono deve procurar um especialista o mais rápido possível", alerta.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Tubarões sentem cheiro de sangue a distância?

Atraídos pelo cheiro do sangue liberado até por pequenas feridas, os tubarões são ferozes

Não é exagero quando dizem que, em certas regiões, é perigoso mergulhar no mar se estiver com alguma ferida aberta. Os tubarões sentem cheiro de sangue a quilômetros de distância, afirma o biólogo e zootecnista Daniel Pereira Rocha.

"Isso ocorre devido ao formato e à fisiologia de seu nariz. Conforme o tubarão nada, a água flui através de duas narinas frontais. A água entra pela passagem nasal e passa por dobras de pele cobertas por células sensoriais", explica Rocha.

Ele diz ainda que, em alguns animais, essas células sensoriais podem detectar até mesmo os menores traços de sangue na água. "Um grande tubarão-branco seria capaz de detectar uma única gota de sangue em uma piscina olímpica", exemplifica.

Rocha destaca ainda o fato de olfato dos tubarões ser direcional. Segundo ele, as duas cavidades nasais atuam como seus dois ouvidos: odores que vêm da esquerda do tubarão chegam à cavidade esquerda antes de chegar à direita. Desta forma, o tubarão pode identificar de onde vem o odor e ir direto a ele.

Fonte: Terra

Por que cães cheiram o rabo uns dos outros?

Praticamente tudo o que um cão precisa saber de outro está no ânus. Naquela região se encontram as glândulas anais, que produzem um líquido de cor castanha de cheiro forte. O odor fornece a outros cachorros informações preciosas, como a raça, se é macho ou fêmea e, especialmente, o estado de espírito do animal, explica a médica veterinária Karine Evangelho.

A comunicação canina é feita pelo olfato

"Funciona como se fosse uma espécie de carteira de identidade animal", exemplifica. A comunicação canina é feita pelo olfato de duas maneiras: pela eliminação de aromas específicos nas fezes, urina ou secreções glandulares e também pelo cheiro de seu próprio corpo.

Essa comunicação usa mensagens químicas chamadas de feromônios. E, quem diria, saber porque um cão cheiro o rabo do próximo explica também uma famosa expressão em português.

Cachorros muito submissos tapam completamente suas glândulas anais, para evitar que os outros sintam seu cheiro. Ou seja, saem por aí literalmente com o rabo entre as pernas. E o contrário também é verdadeiro: quando um cão deseja demonstrar autoridade, levanta o rabo para exalar mais cheiro, explica Karine.

Nos grupos, a identificação do líder é feita justamente por esse processo. O animal abana o rabo para mostrar que é o dono do pedaço. "Porém, se não existe relação de liderança, eles se cheiram, reconhecem-se, mas não abanam o rabo", conta a veterinária.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Por que os gatos ronronam?

Biólogo do zoológico de São Paulo explica o motivo de os felinos em geral ronronarem

Quem gosta de gatos está mais do que acostumado a escutar um som estranho, o ronronar do bichano, e muitas pessoas não sabem que ruído é este ou por que ele ocorre. Será que ele está doente ou precisando de alguma coisa? Será que está feliz? Segundo o biólogo Guilherme Domenichelli, do Zoológico de São Paulo, o ronronar é um processo normal do corpo dos felinos, usado para expressar sentimentos.

Segundo ele, o ronronar está diretamente ligado ao osso que os felinos têm na garganta, conhecido como hióide (semelhante ao existente na parte anterior do pescoço humano).

Assim como o miado, o ronronar é uma forma que os felinos usam para expressar seus sentimentos. "Os grandes felinos, como tigres, leões, leopardos e onças-pintadas, conseguem rugir em vez de ronronar ou miar, como fazem as espécies menores", informa.

"O ronronar acontece quando o animal puxa o ar para dentro, diferente do rugido, que é o momento em que o ar é expulso do corpo com bastante força", explicou.

Geralmente o gato ronrona quando expressa sensações de tranqüilidade, prazer e safisfação. Porém, também pode emitir o som, pela vibração das cordas vocais, quando está com raiva, dor ou fome.

Miado
Com um propósito semelhante ao do ronrono, o miado também é uma forma do gato indicar sofrimento, fome ou saudação. É comum os gatos domésticos miarem mais do que os selvagens, pois esta é a principal forma de eles chamarem a atenção dos donos.

Além de ter 100 tipos de vocalizações distintas, incluindo algumas que se assemelham com a linguagem humana, o miado emitido pelos machos é muito mais forte e grave do que o das fêmeas.

Fonte: Terra

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Brasileiro não leva animais para o veterinário

Presente em 44% dos lares brasileiros, cães e gatos dispõem de uma variedade de produtos e serviços exclusivos em seu benefício, entretanto, a maioria deles não visita um médico veterinário regularmente.

Dos proprietários de animais de companhia, 24% têm o hábito de levar seus bichos de estimação a consultas periódicas. Descontado os proprietários que levam seus pets para tratamentos prolongados este número cai para 11%.

Esse dado foi obtido pelo Radar Pet, um levantamento feito junto a representantes das classes econômicas A, B e C, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN). O resultado da pesquisa revelou que, para muitos proprietários, a atuação desses profissionais se restringe apenas a tratamentos de doenças, embora seu papel seja muito mais amplo, refletindo, inclusive, na saúde dos proprietários e na qualidade da relação entre ambos.

Para o médico veterinário e presidente da COMAC, Luiz Luccas, essa mudança de postura resolveria, por exemplo, questões como a cinomose, uma das mais importantes doenças que acomete os cães e está longe de ser erradicada do país, uma vez que hoje vacina-se apenas 20% da população canina nacional. A cinomose é uma das principais causas de mortalidade precoce de cães no Brasil e motivo de muita dor e preocupação entre os proprietários. O mesmo acontece na hora de orientar procedimentos como vermifugação, utilização de antiparasitários e acompanhamento da carteira de vacinação do animal. Apesar de 74% dos entrevistados afirmarem aplicar antiparasitário e 73% vermifugarem os animais, o médico veterinário deve acompanhar questões relacionadas à dosagem, frequência e procedimentos corretos para administração e, consequentemente, melhor resultado dos tratamentos.

Outro aspecto que reforça este quadro preocupante é que mesmo entre os proprietários da classe A esta proporção ainda é baixa, 14% excluindo os tratamentos prolongados. Visitas periódicas e preventivas aos veterinários podem inclusive reduzir os custos de tratamentos e prolongar a vida do pet com qualidade.

Para fazer com que a maioria dos donos de cães e gatos reconheçam a importância das consultas periódicas ao veterinário, Luccas acredita que há a necessidade de ressaltar, além dos aspectos relacionados à saúde do animal, a importância da relação pet-proprietário. “Os veterinários precisam reconhecer seu papel na relação entre proprietários e seus animais de estimação, valorizando o papel que os animais de companhia estão ocupando na vida das pessoas”, detalha Luccas. Isso deve ser feito a partir da conscientização de que a companhia do cão e do gato pode trazer benefícios e bem estar ao ser humano, especialmente em aspectos relacionadas à saúde e bem estar das pessoas.

Publicado por Guilherme Martins

terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Uma Boa Iniciativa Mobiliza" incentiva a adoção de animais

Meio Ambiente - A Fundação Animal Livre promove o prêmio "Uma Boa Iniciativa Mobiliza", visando incentivar o intercâmbio de informações e experiências das atividades promovidas no Dia Nacional de Adotar um Animal, a ser comemorado em 4 de outubro.

Pretende mobilizar e estimular a disseminação de ações interessantes vivenciadas por organizações sem fins lucrativos e protetoras independentes com trabalho comprovado e idôneo .

Para participar, basta enviar um texto com até 5 mil caracteres relatando, de modo simples e atraente, acompanhado de no mínimo 6 fotos, sua experiência, ressaltando aspectos positivos, como resultados concretos obtidos com a iniciativa e repercussão da ação desenvolvida.

Durante os meses que antecedem o término das inscrições, será possível acompanhar a adaptação dos animais adotados em seu novo lar. Os critérios avaliados são mérito, efetividade e resultados alcançados.

As inscrições podem ser feitas até dia 31 de março de 2010. É importante destacar que inscrições enviadas com dados incompletos ou que não estejam alinhadas aos objetivos da premiação serão desclassificadas. As inscrições válidas serão analisadas até 30 de agosto de 2010, quando serão anunciadas as iniciativas vencedoras.

Instruções para o envio :

.Ao enviar o arquivo , assegure-se que ele está livre da presença de vírus. Arquivo contendo vírus será recusado.

.Autor ou autores devem ser listados com o nome completo , endereço , telefone, CNPJ (entidade) ou RG e CPF ( pessoa fisica). A formação profissional , site ( opcional) e o e-mail deverão ser mencionados.

.Enviar para : assessoria@animalivre.com.br

Vencedores:

As cinco melhores iniciativas serão premiadas com uma divulgação de seu trabalho no Portal Animal Livre (www.animalivre.com.br)e apoio financeiro para realização de esterilização de um total de 100 animais a serem indicados.


Editoria: Vininha F.Carvalho - diretora da Del Valle Editoria

4 de outubro - Dia Nacional de Adotar um Animal ...www.animalivre.com.br

Contato: vininha@vininha.com

sábado, 26 de setembro de 2009

PM treina 16 filhotes de cães para a Copa de 2014

Durante preparativos, animais têm que mostrar aptidão para a caça. Comandante explica por que um bicho é considerado apto para o serviço.

De olho na Copa do Mundo de 2014, que terá como sede o Brasil, a Companhia Independente de Policiamento com Cães da Polícia Militar está treinando 16 filhotes de cinco raças diferentes para atuar no patrulhamento da cidade do Rio.

Os filhotes, que têm entre 1 e 8 meses de vida, recebem treinamento diário de adestramento e condicionamento na sede da Companhia, em Olaria, no subúrbio, e devem ir para as ruas no final de 2010.

Entre as raças há um pastor holandês, seis dobermans, cinco pastores alemães, dois pastores belgas e dois rottweillers. Normalmente, os animais são cruzamentos de outros cães que já pertencem à corporação.

“Um dos dois é sempre nosso. O macho ou a fêmea. Estamos tendo cuidado de procriar cães com estrutura e temperamentos bons. Não é todo cão que podemos tirar uma cria dele”, explica o comandante, major Marcelo Nogueira, há 3 anos na Companhia e há 20 na PM.

Animais destemidos

Os cães, segundo Nogueira, são treinados para obedecer a comandos. “O cão tem que ser controlado. Filhote medroso, que não tem aptidão e que atua com medo, não serve”.

A partir dos 45 dias de vida, o animal começa a ser avaliado. “A gente começa a ver a caça dele, se ele tem ímpeto para o trabalho e vontade de buscar um objeto”. O objeto, segundo o comandante, é um brinquedo. “O animal tem que mostrar interesse pelo brinquedo. Isso significa que ele tem uma caça boa. A cadela Fúria, por exemplo, de 6 meses, é uma excelente cadela de busca”. Fúria é da raça pastor holandês.

Atualmente, a Companhia tem 73 cães que atuam no policiamento do estado. Eles trabalham principalmente na busca de armas, drogas, pessoas perdidas ou mortas e explosivos. “Atuamos no Pan, antes do evento começar, na busca de explosivos”.

Bope usa cães em resgate de reféns

Segundo Nogueira, os animais também dão apoio a operações do Batalhão de Operações Especiais (Bope), no resgate de reféns em áreas confinadas, e até à Receita Federal, quando os cães fazem buscas em contêineres. Na Rodoviária Novo Rio também é comum os cães ajudarem no patrulhamento.

Recentemente, os animais foram usados numa operação da Polícia Civil. “No início do mês, ajudamos a Delegacia de Homicídios e encontramos o cemitério clandestino na Zona Oeste”.

Os cães comem 200 g de ração três vezes por dia, têm, em média, 8 anos de vida útil na polícia e, normalmente, são conduzidos por uma pessoa. “Eles estão sempre sendo avaliados e a vida útil pode se estender até 10 anos. Depois, vão para a reserva remunerada e normalmente são adotados por seu condutor”.

Segundo Nogueira, não há registros recentes de acidentes envolvendo os animais.